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A descer

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O fim de semana foi difícil, apesar de estarem dias agradáveis que convidam a um passeio, apesar de não haverem desafios exteriores que pronunciem um descalabro. Mas foi difícil porque senti. Senti a tristeza, o vazio, o penoso que é carregar dentro do peito situações mal resolvidas e a ausência de sonhos. Tenho alguma resistência em falar disto porque idealmente gosto de projetar uma imagem de força e de serenidade que, a bem da verdade, existe mas efetivamente não é nem consigo que seja constante. Sou levada ao passado, a palavras que me magoaram, a circunstâncias que me fizeram fechar o coração em vez de o abrir e percebo que continuo refém de quem as proferiu. Não pretendo culpabilizar ninguém pelo que escolho carregar. Aqueles que passaram pela minha vida foram meus professores e mestres e, não fosse pela ação deles, talvez nunca me tivesse dado conta dos bloqueios que insistem em minar a minha alma. Sim, foi um fim de semana difícil! Chorei o que não quis chorar antes e avivei o ...

Testes da vida

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A vida testa-nos para verificar a força dos nossos argumentos e convicções. Estou a terminar a leitura do Caibalion , amparada pelos ensinamentos da Prof.ª Lúcia Helena. Observo o meu pêndulo interno e percebo que, após um 2018 e 2019 de fortes oscilações, ele tem vindo a equilibrar-se. Independentemente de como sejam os meus dias, sinto em mim uma estrutura mais consistente do que alguma vez senti. Ainda assim vou encontrando circunstâncias de vida que testam os meus limites e capacidade de encaixe. Tenho algum controlo sobre aquela menina impulsiva que encontrei em mim durantes anos a fio. Mas sinto. Ainda sinto a frustração e irritabilidade. Felizmente, as horas de almoço já não são acompanhadas por um frio extremo. Está sol. O sol convida-me a sair para fora destas quatro paredes, a ver o mundo lá fora.  Olho para mim, analiso as minhas ações e comportamentos. Sempre ouvi dizer que os outros tratam-nos de acordo com a forma como nos tratamos a nós mesmos. Nas diversas vert...

Ano Novo

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Uma amiga minha testou positivo para a C*v*d. Não era assim que eu imaginava começar um post no primeiro dia do ano, mas resolvia fazê-lo porque sinto que é importante. Como já tinha referido antes, não estou com espírito natalício. Passei a passagem de ano deitada a ouvir os foguetes ao longe e a música pimba que a vizinha do andar de baixo tinha colocado em altos berros. Não foram dias fáceis. Por mais forte que eu queira ser e por maior que seja a gratidão que eu anseio por mostrar, não foram dias fáceis. Não tenho de estar sempre bem. Não tenho de fingir. Não tenho de me enganar. Não sei o que desejo realmente. Hoje no carro, após uma breve passagem pelo único café aberto que eu e os meus pais encontramos, dei por mim a questionar-me sobre o que realmente pretendo da vida. Veio-me à mente a imagem de um monge, em posição de lótus, a meditar. Quero aquela paz que os monges aparentam ter. Quero um silêncio consciente, mas não quero uma solidão que, em plena consciência, eu sei...

E tudo é igual ao que sempre foi,... sem o ser.

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Estou cansada, um cansaço que me afeta o corpo físico, mas que sei que dificilmente começou nele. Os dias arrastam-se. Sou ignorante no que toca ao caos que se instalou fora de mim. Para dramas já bastam os meus; as minhas ninharias que moem a razão e o coração. Sinto-me mesmo cansada. Olho para as pedras da calçada que deixo para trás. Obrigo-me a jurar que não passarei ali novamente, mas sei que os juramentos que faço a mim mesma perdem a sua intensidade. Retorno imensas vezes até gastar a sola dos sapatos e chuto bolas de terra que se aninharam entre as ervas daninhas. E o sol brilha, e o sol põe-se e a noite chega. E tudo é igual ao que sempre foi,... sem o ser.