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10 anos depois - "Hoje teria feito outras escolhas!"

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Quero parar! Parar a dúvida, o medo, a incerteza. Peço a Deus que me dê força e que afaste do meu coração a inveja, o rancor, a mágoa. Às vezes sinto-me pequenina num caminho insignificante. Mas tento combater esses maus pensamentos e focar-me no caminho que é o meu e que tem o seu valor. Escrevo neste blog há 10 anos e em 10 anos muita coisa mudou. Em 2015 eu via a vida de outra forma e as minhas prioridades eram outras. Queria algo que os 10 anos seguintes me mostraram que não seria possível, mas encontrei algo que em 2015 não sabia que iria querer, que iria precisar e que iria escolher. Encontrei Deus, ou Deus me encontrou.  Talvez para algumas pessoas isto seja nada, mas para mim é tudo! Conduzi ontem até casa, noite adentro, e percebi (e creio já o ter escrito antes) que quando retirei todas as minhas crenças que me trouxeram tanta dor, vi que "restava" Deus. Dizer "restava" pode parecer um pouco mau, como se me referisse a uma escolha por falta de opção. Mas n...

Reflexões

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Há cerca de um ano tive uma profunda crise de fé. Depois de mais de uma década mergulhada num desejo de desenvolvimento espiritual, questionei-me se tinha escolhido o caminho certo para o fazer. As práticas/terapias holísticas (ou o que queiram chamar) a que recorri até então pareciam não fazer mais sentido. Foi nesse período de questionamento profundo que recebi de uma grande amiga minha uma Bíblia. Até então nunca tinha sido crente. Tudo o que na altura me pudessem dizer de negativo sobre o Deus da Bíblia, refletia o meu próprio pensamento: um Deus demasiado castigador para ser um Deus de amor, uma doutrina que diminui a mulher perante o homem, ideias completamente ultrapassadas e que não têm, nem podem ter espaço no mundo atual que se pretende civilizado, desenvolvido e igualitário. Ok. Sim, eu já pensei isto tudo! Começar a ler a Bíblia pela primeira vez, aos 40 anos, não foi fácil. Tive de parar várias vezes. E podem questionar-me porque insisti tanto. Aprendi que não devemo...

Quanto a Ele, busco-O. Talvez seja naquele silêncio da Rua Conde Arnoso que eu O encontro.

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Devido a dores de garganta que insistem em não passar, não tenho ido ao ginásio. Dei ao meu corpo o descanso que creio que ele estava a necessitar. O fim de semana chegou por fim. Esforcei-me por fazer as limpezas necessárias e mudei os cortinados da minha cozinha.  Domingo entrei na Igreja São João de Brito, quase no final da missa. Pode parecer estranha a sequência atabalhoada de ideias que escolho para este post, mas de facto as decisões tomadas esta semana trouxeram-me, creio eu, aquilo que preciso: (reservar tempo para o) descanso, (efetuar) limpezas, (encetar as) mudanças e sacralizar o meu dia. Enquanto caminhava pela Rua Conde Arnoso, permiti-me a estar no silêncio. O silêncio fala connosco, sabiam? Antigamente achava que a vida me iria vencer pelo cansaço forçando-me a uma existência que eu não queria para mim. Mas hoje sinto que, quando parei de resistir, ela trouxe-me sim para o lugar e tempo certos.  Se há aspetos da minha vida que eu gostaria que fossem diferentes...

A vida é um instante... Aproveita...

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... cuidando do corpo e da alma... ... fazendo escolhas sensatas... ... aprendendo e evoluindo com os erros... ... perdoando... ... aceitando...

Pela Fé

Vídeo 👇   Prof. Rodrigo Silva

“O primeiro passo para apostatarmos é perdermos a identidade de quem somos.” | Rodrigo Silva

 

"(...) não quero que todas as minhas más experiências me façam perder a fé no amor e na vida."

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Ouvi hoje um áudio de uma terapeuta em resposta a uma questão colocada por uma das suas interlocutoras sobre o papel de mãe que tantas vezes desempenhamos em relação a quem precisa, sendo que depois não encontramos um retorno quando somos nós a precisar. Não me revejo propriamente nesta situação mas fez-me pensar sobre a dinâmica das minhas relações com as outras pessoas. Volto (claro está!) sempre ao mesmo exemplo mental, ainda que não o verbalize. O que percebo hoje sobre mim mesma? 1- Tenho dificuldades nos relacionamentos; 2 - Quando gostava / gosto de alguém não sei o que fazer para me tornar "atraente" aos seus olhos. Não me refiro apenas fisicamente, mas também a nível de personalidade; 3 - Durante muito tempo achei que se eu me mostrasse mais maternal, isso me tornaria "desejável" aos seus olhos.  [Sim, é meio ridículo, mas permitam-me, por favor, o desabafo!] 4 - A dada altura percebi que as pessoas (diga-se homens) de quem eu gostava poderiam sentir um car...

Um dia partiremos. Até lá quero caminhar até que me seja impossível fazê-lo.

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Um dia partiremos. Até lá quero caminhar até que me seja impossível fazê-lo. Quero maravilhar-me com tudo o que vejo. Quero regozijar com o pôr-do-sol. Quero saborear um bolo com creme e saciar a sede com uma mini. Quero atravessar as ruas da velha cidade, as casas moribundas e as novas construções. Quero deter-me junto das escolas, ver os rostos das crianças e recordar que também eu fui uma em tempos. Quero sentir a minha paz e perceber que preciso de muito pouco para ser feliz.

Do aniversário e outras reflexões

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Ontem foi o meu dia de anos. Escolhi como destino o Mosteiro da Batalha, na companhia das pessoas que são mais importantes para mim. Recebi votos e mensagens de muita gente. Algumas pessoas, de quem eu esperava mais, não o fizeram. Um grande amigo meu, com quem falei há pouco tempo, comentava comigo a propósito das relações entre pessoas, que não temos de dar apenas em consonância com o que recebemos mas também não pode ser sempre o mesmo a dar e o outro a receber. Isto é válido para todos os tipos de relações. Faz-me colocar, uma vez mais, tudo em perspectiva. Não posso dizer que estou desiludida com isso mas, sem sombra de dúvida, que me obriga a questionar e, sobretudo, torna-me muito mais exigente nos relacionamentos. Cada vez entendo melhor que sou eu que tenho de ter a força de vontade para deixar ir quem não me trata com o mínimo de respeito. Por outro lado, cabe-me a mim definir os limites do que é aceitável e não aceitável, do que é permitido e não é. E, acima de tudo, consegu...

10 minutos de palavras

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Depois de duas semanas de treino intensivo, fui-me abaixo esta semana. Questionei se era por uma questão hormonal ou cansaço físico. Por fim, concluí que talvez esteja a abusar das lentes de contato enquanto me sento frente a um computador durante 8 horas diárias. Sinto-me azamboada, diariamente. A minha mente não quer colaborar, nem o meu corpo. Há um alívio quando, ao final do dia, me deito na minha cama. É onde quero estar, a descansar e em silêncio. Não tenho paciência para ouvir os dramas das outras pessoas. Reconheço em mim uma certa frieza emocional mas não me sinto mal com isso. Acima de tudo, não me sinto obrigada a gostar, a aceitar, a ouvir e a estar presente. Não me sinto obrigada a ser atenciosa, maternal e mostrar disponibilidade. Irrita-me, sobremaneira, os "discos riscados". Ontem dei-me conta de que, na verdade, só me preocupo com um número muito reduzido de pessoas. A humanidade, no seu todo, é uma desilusão. Os dramas dos homens são uma peça de teatro de pé...

"Não sei por onde vou Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí."

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"Não sei por onde vou   Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí." Sempre gostei deste poema de José Régio e sei que já o mencionei outras vezes. Lembrei-me dele hoje porque envolvi-me num debate (que não pretendia sê-lo) no Facebook sobre a espiritualidade e a Astrologia. Eu não sigo mais esta via como já mencionei anteriormente. São pouquíssimas as pessoas com quem tenho partilhado esta minha mudança de pensamento. E não pretendia comentar nada nas redes sociais, mas o teor do post levou-me a ter de dizer o que eu penso e sinto. Todos nós temos questões e realmente ninguém gosta de ver o seu "ponto de vista" criticado mas é preciso ter maturidade para aceitar que ninguém é dona da razão. No final, senti-me ainda mais confiante da escolha que estou a fazer. Ao ler certos comentários pensava para mim mesma: "eu não sou assim; isto não faz sentido para mim." E o que não serve é para deixar para trás. Ainda assim, sei que nada sei. As minhas opiniões p...

Do amor à Filosofia

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Em vésperas de regressar ao trabalho reencontrei "O Mundo de Sofia". Já me tinha lembrado deste livro algumas vezes mas achava que talvez o tivesse perdido. Este fim-de-semana, ao olhar para a estante, os meus olhos fixaram-se na sua lombada. Ei-lo tão visível e tão escondido! Iniciei de imediato a sua leitura. Recordei o quanto gostava de Filosofia quando era mais jovem. Relembrei que quando fui para a NA o meu objectivo era estudar Filosofia. Infelizmente, perdi-me nas atividades paralelas que, muito possivelmente, foram um dos motivos que me levaram a sair de lá. Dei por mim a sorrir com a possibilidade de retomar este meu fascínio pela Filosofia, voltar à inquirição constante uma vez que as minhas certezas foram pelo cano. Que lufada de ar fresco! Depois de meses sem saber para onde ir, começo a encontrar um ponto de luz que me direciona o caminho. (Foto tirada da net, pode ter direitos de autor)

Novas escolhas / Novos caminhos

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Tenho feito arrumações e empacotei muito do que tem tempos chamei de espiritualidade.  Atualmente, e tristemente, não reconheço muita autoridade em quase ninguém para realizar um trabalho de espiritualidade correto e íntegro. Digo que tal facto me provoca alguma tristeza porque nunca procurei tanto o sagrado e nunca o que encontrei foi tão despido de sacralidade. Desde há muito que venho a tentar penetrar nesse outro mundo. Hoje, fico-me por este. Na rotina, na simplicidade, no ritualismo dos atos de vida simples. Não pretendo com isto fazer uma crítica a ninguém nem dizer o que devem ou não seguir. Falo por mim, e para mim não serve.  Vejo demasiada luta de galos, frases feitas e egos em poleiros.  Hoje volto-me muito mais para o meu centro. Os meus arredores tornaram-se numa desilusão e agradeço-lhes porque só assim consigo perceber o que não quero. Por falar em simplicidade, deixo uma sugestão de visita para quem pretenda afastar-se um pouco do mundo virtual e escolha ...

Das rotinas

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A semana começou com chuva e o meu coração fica contente com estes dias que anunciam a proximidade do Outono. Estou-me a disciplinar para regressar ao ginásio com maior folgo e vontade. O meu corpo pede e a minha mente exige. Não sendo propriamente fã de rotinas, agrada-me ter algo que regularmente traz estrutura à minha vida.  Ganho esta estrutura em situações bastante rotineiras na verdade. O despertador que toca diariamente às 5h30 e as minhas gatas a passearem em cima de mim ou a morderem-me os pés. O suburbano que apanho sempre à mesma hora. Um livro de companhia na segunda carruagem, porque na terceira entram umas senhoras de Alhandra que não se calam durante a viagem inteira. A ponte Vasco da Gama a ganhar forma à medida que me aproximo de Lisboa. O caos de Sete Rios. O 758 a subir pela Rua de Campolide. Entradas e saídas. Para arranca. Os elevadores. Os bons dias a rostos desconhecidos. 30 minutos de bicicleta à hora de almoço. Treino de glúteos. E ao final do dia, quando a...

O discipulado

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Sou 15 dias sol e 15 dias lua. Sei em que fase me encontro. Ainda que sabendo, nem sempre encontro serenidade. Talvez seja suposto não encontrar. É durante o meu trânsito interno lunar que entro mais em contacto com quem sou e quando mais coloco em causa tudo o que aprendi até hoje. Vejo nitidamente uma escada à minha frente mas sinto-me ainda tão pouco preparada para começar a subi-la. Não posso voltar atrás e falta-me a coragem para seguir em frente. Imagino sempre os meus mestres a dizerem: "Ela ainda não está preparada" e eu aceito, completamente rendida às evidências. Sinto às vezes tanta raiva. Como pode um coração pesado avançar por um caminho que não seja o da autodestruição? Talvez me engane. Talvez me iluda. Talvez não seja nem tão má como acho nem tão boa quanto quero aparentar. Talvez seja apenas esse misto e quiçá esse misto seja o suficiente para trilhar o caminho. Não sei. Não tenho resposta. Apenas um teclado à minha frente me acalma enquanto deixo transbordar...

Comboio

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 Quando as viagens de comboio se tornam num luxo para a minha sanidade.

Considerações Final de Ano

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O ano está a terminar e sinceramente não tenho grandes reflexões para fazer nem partilhas de que necessite. Aprendi qualquer coisa. Claro que aprendi! Aprendemos sempre, mesmo que seja através dos nossos erros. Mas este ano não sobressaem os meus erros, mas as minhas escolhas. Não olho para o quanto eu falhei mas para o quanto eu escolhi, e obviamente paguei as devidas consequências. Apesar do carácter pesado associado à ideia de pagamento, não me custou fazê-lo. Às vezes há ausências que doem menos do que as presenças e há perdas que nos ensinam mais do que os ganhos. Afinal, nem sempre o que queremos é o que precisamos e por vezes o que precisamos é não ter algo de fora a distrair-nos de nós mesmos. A todos, votos de um bom ano com imensa luz a abrir os caminhos interiores 🙏

Escolho o amor e o perdão

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Escolho o amor e o perdão. Não porque sejam a saída fácil, mas porque só no amor e perdão reconheço a possibilidade de poder transformar por completo o meu mundo. O amor que começa em mim, e por mim, e depois pelos outros... O perdão que começa em mim, e por mim, e depois pelos outros... Não é egoísmo. É ser capaz de me reconhecer com alguém que encontra em si o que espera encontrar nos outros e, sobretudo, procura primeiro em si mesma antes de procurar nos outros. Somos, cada um de nós, o nosso ponto de partida. Fantástico não é?

Reflexões [Triluna]

Ouvi esta semana duas frases que me fizeram pensar: ☝Deves esforçar-te, mas não te forçares. ☝Se não te revês nesta prática, se calhar este não é o teu caminho. E com isto me retiro.

Quatro palavras

Tenho orgulho em mim. Quatro palavras: TENHO ORGULHO EM MIM. Se foste educado que afirmar tal coisa é arrogância, talvez possa ser um problema dizer isto.  O mundo gosta de pessoas humildes, mas a desvalorização pessoal não tem nada de humilde. Hoje escolho festejar as minhas conquistas e olhar com orgulho para o caminho que fiz e que me trouxe até aqui. Festeja as tuas conquistas também. Desafio-te!