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"(...) sacrifica a vida nesta busca, mas, (...) uma vez encontrado isto, não haverá mais o que procurar.” [Excertos]

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“Mas o homem é uma criatura volúvel e pouco atraente e, talvez, a exemplo do xadrezista, ame apenas o processo de atingir o objetivo, e não o próprio objetivo. E — quem sabe? —, não se pode garantir, mas talvez todo o objetivo sobre a terra, aquele para o qual tende a humanidade, consista unicamente nesta continuidade do processo de atingir o objetivo, ou, em outras palavras, na própria vida e não exatamente no objetivo, o qual, naturalmente, não deve ser outra coisa senão que dois e dois são quatro, isto é, uma fórmula; mas, na realidade, dois e dois não são mais a vida, meus senhores, mas o começo da morte. Pelo menos, o homem sempre temeu de certo modo este dois e dois são quatro, e eu o temo até agora. Suponhamos que o homem não faça outra coisa senão procurar este dois e dois são quatro: ele atravessa os oceanos a nado, sacrifica a vida nesta busca, mas, quanto a encontrá-lo realmente... juro por Deus, tem medo. Bem que ele sente: uma vez encontrado isto, não haverá mais o que p...

"Não sei por onde vou Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí."

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"Não sei por onde vou   Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí." Sempre gostei deste poema de José Régio e sei que já o mencionei outras vezes. Lembrei-me dele hoje porque envolvi-me num debate (que não pretendia sê-lo) no Facebook sobre a espiritualidade e a Astrologia. Eu não sigo mais esta via como já mencionei anteriormente. São pouquíssimas as pessoas com quem tenho partilhado esta minha mudança de pensamento. E não pretendia comentar nada nas redes sociais, mas o teor do post levou-me a ter de dizer o que eu penso e sinto. Todos nós temos questões e realmente ninguém gosta de ver o seu "ponto de vista" criticado mas é preciso ter maturidade para aceitar que ninguém é dona da razão. No final, senti-me ainda mais confiante da escolha que estou a fazer. Ao ler certos comentários pensava para mim mesma: "eu não sou assim; isto não faz sentido para mim." E o que não serve é para deixar para trás. Ainda assim, sei que nada sei. As minhas opiniões p...

Do amor à Filosofia

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Em vésperas de regressar ao trabalho reencontrei "O Mundo de Sofia". Já me tinha lembrado deste livro algumas vezes mas achava que talvez o tivesse perdido. Este fim-de-semana, ao olhar para a estante, os meus olhos fixaram-se na sua lombada. Ei-lo tão visível e tão escondido! Iniciei de imediato a sua leitura. Recordei o quanto gostava de Filosofia quando era mais jovem. Relembrei que quando fui para a NA o meu objectivo era estudar Filosofia. Infelizmente, perdi-me nas atividades paralelas que, muito possivelmente, foram um dos motivos que me levaram a sair de lá. Dei por mim a sorrir com a possibilidade de retomar este meu fascínio pela Filosofia, voltar à inquirição constante uma vez que as minhas certezas foram pelo cano. Que lufada de ar fresco! Depois de meses sem saber para onde ir, começo a encontrar um ponto de luz que me direciona o caminho. (Foto tirada da net, pode ter direitos de autor)

Ciclos de Vida

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"O Mundo de Sofia", Jostein Gaarder

Não vou fugir hoje. Irei para a casa.

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Tenho-me sentido ansiosa nos últimos dias. Habitualmente, a caminhada é o meu maior e melhor remédio. Mas, de alguma forma, também é uma fuga. O tardar a chegar a casa, o evitar os momentos noturnos em que, frente à TV, penso na minha vida. Não vou fugir hoje. Irei para a casa. Desmontar, finalmente, a árvore de natal que ainda se encontra no escritório quando estamos quase em final de fevereiro. Aspirar a carpete da minha sala. Escovar os panos que protegem o meu sofá. Fazer a cama. Acender um incenso. E depois sentar-me a ler. Tenho medo de sentir mas não posso fugir mais. Por outro lado, o medo faz-me regressar a algo. Que será? Próxima proposta de leitura:

Espiritualidade - Verdade ou Mentira?

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Volto a esta questão por verdadeira necessidade. Talvez haja um motivo último mais forte do que todos os outros e que atualmente ainda me seja difícil abordar, mas pelo menos permito-me a estas reflexões que, na prática, provavelmente não servirão a mais ninguém a não ser a mim mesma. Acreditamos no quê? Porque acreditamos numas coisas e não noutras? Nos vídeos que tenho visto encontrei algumas possível explicações. Há uma tendência para acreditarmos nas mesmas coisas que os nossos familiares. Por isso se diz que é provável que numa família de católicos, os filhos também o sejam, ou numa família de budistas os descendentes venham a seguir esta mesma religião. Dois pontos que gostaria de ressalvar. Primeiro, dei o exemplo da religião mas podemos incluir também a tendência a qualquer tipo crença ou, pelo contrário, ao cepticismo. Segundo, conheço pessoas que, pelo contrário, tentaram seguir a via oposta aos seus pais, mas neste caso parece-me mais a necessidade de ir contra as imposições...

Filosofia

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As minhas viagens entre casa e trabalho têm sido acompanhadas por áudios de filosofia. A semana passada dediquei-me à Luz sobre o Caminho e posteriormente iniciei O Profeta . Devo dizer que esses momentos me trazem uma paz enorme e sinto que são talvez os mais produtivos. Tento colocá-los em prática dentro do possível e mesmo quando não me ocorre fazê-lo a minha consciência logo grita a reclamar. Vou tendo muito presente as minhas "faltas", apesar de tentar relativizá-las, não por achar que são aceitáveis, mas sim por não querer dar-lhes um peso superior ao que realmente merecem. O mais fantástico tem sido perceber que, após alguns dias mais desafiantes a semana passada, começo a regressar ao meu centro não por fuga mas por consciência. E o aparente desconforto torna-se muito menos desconfortável. Para quem eventualmente leia ou venha a ler o meu blog, e caso isto pode vir a interessar aos demais, deixo algumas considerações que considero interessantes: - O verdadeiro amor é...

Cantos secretos algures nas Amoreiras

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"Quanto mais dentro, mais fora."

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"Quanto mais dentro, mais fora." ouvi esta semana e ficou.

A reler - Leituras da semana

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Ilusão

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Os grandes filósofos e místicos da história sempre nos alertaram que o que julgamos ser verdade é uma mera ilusão.   Nascemos, crescemos e são-nos dadas fórmulas que, muitas das vezes, já nem funcionam, ou incutidas normas, regras e, sobretudo, formas que nos conectam muito à terra e desconectam-nos do nosso lado mais divino. Quando falo do nosso lado mais divino, não pretendo afirmar que somos deuses, mas há algo em nós que não é deste mundo e é nesse algo que reside a lembrança do que é belo, do que é justo, do que é bom. Osho, no livro que dedicou à temática da liberdade, afirma que a primeira fonte de aprisionamento é a família. São aqueles que nos são mais próximos que nos dizem: “és isto”, “tens de ser isto”, “tens de ser desta religião”, “tens de acreditar nisto”…. E por essas crenças lutamos, defendemos e criticamos os que não pensam como nós. Esquecemo-nos   de que, se houvesse uma reflexão profunda e virada para o interior, se calhar nem nós mesmos acredit...

Em jeito de balanço

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Decorria o ano de 2012, mais propriamente mês de Agosto, quando entrei pela primeira vez no Shala. 6 meses mais tarde os meus passos levar-me-iam ao "Templo de Delfos". O contexto era favorável. Talvez influência do calor de Portugal ou conjugação astral, sei lá, mas tudo parecia me ter conduzido para onde me encontrava. E poderia eu ter maiores paixões do que o yoga e a filosofia? Os mantras encoavam diariamente na minha mente, reaprendia a respirar (sim, isso é possível!!!) e, entre páginas folheadas e sorrisos trocados com os meus novos colegas, pensava eu ter descoberto a pólvora. Não será isso que todos nós sentimos quando de repente parece que estamos onde sempre foi suposto estarmos? A vida é feita de provas, e hoje sei e sinto que a maior prova começa quando na maior certeza surge a maior dúvida. Não somos feitos de amarras, somos feitos de liberdade, mas ter consciência disso é uma carga de trabalhos.  É como acordar de um sonho e percebermos que somos o cosmos,...

Novos líderes... Precisam-se!!!

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Hoje a notícia do dia é a vitória do Donald Trump. Muitos têm criticado, especulado e se indignado como é possível que tal figura, que tanto destilou mensagens de ódio contra as minorias, possa ter chegado ao poder. Num país democrata, tal é possível. É possível que alguém sem carreira política chegue à cadeira mais desejada. É possível que se diga o que se quer, sem haver consequências. Parece aquela imagem triste de quando alguém faz pouco de nós e nós próprios nos rimos disso. É compreensível, no meu ponto de vista, que uma sociedade cansada e desiludida com a anterior administração queira mudar de rumo e não veja na candidata democrata essa possibilidade de mudança. Mas será sensata a alternativa em colocar o poder nas mãos de um louco e pedir-lhe para governar? O mais lamentável nisto tudo é o eleitor descobrir que as opções que lhe dão são entre o “mau” e o “menos mau”, não sendo muito claro quem é quem. E nisto, as eleições americanas são iguais às eleiç...