Senda
Comparo o acto de viver a um acto de fé porque, convenhamos, não houvesse a crença em algo melhor no futuro, muitos de nós desistiriam a meio caminho. Há quem fale em “viver intensamente”, “viver plenamente”. Mas o que significa isso? Que intensidade e plenitude devemos nós almejar? Dinheiro, luxo, riqueza, amor? Será que isso tudo é mesmo sinónimo de felicidade? É possível sermos felizes num mundo de dor e de sofrimento? Porque o sofrimento existe e, lamentavelmente, chega a ter mais força do que o nosso desejo de felicidade. Somos condicionados pelos nossos medos e expectativas. Atribuímos responsabilidades aos outros, ao karma, aos astros…. Incompatibilizamo-nos. Repetimos padrões de comportamento. Insistimos nos mesmos dramas. Acertamos, erramos, acertamos, erramos. A vida é isto. Uma sucessão de momentos intermitentes, uma oscilação entre a alegria e a tristeza, a fé e a descrença, a certeza e a dúvida. Faz tudo parte do processo de crescimento e crescer dói. ...