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Terapias holísticas 👎

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Tornei-me adversa às terapias holísticas. Admito que possa estar errada e, na minha assumida imperfeição, não estarei certamente a ver todos os ângulos. Ainda assim, afirmo hoje que há coisas que simplesmente não quero na minha vida. Nos últimos episódios do Extremamente Desagradável, com a Joana Marques, foi satirizada esta temática em diferentes vertentes. Depois de me rir que nem uma perdida, senti-me um pouco culpada por de certo modo estar, também eu, a ridicularizar a fé de algumas pessoas. Sim, isso é errado. Não obstante, quanto mais eu vejo estas abordagens de fora, mas eu acredito que a espiritualidade de pacotilha que se vive atualmente precisa de ser transformada. Entramos numa fase em que a necessidade por respostas é enorme, o vazio existencial é-lhe proporcional, e isto torna-nos um pouco displicentes quanto às fontes onde estamos a buscar as respostas. Pessoal, nem tudo é bom! Nem toda a terapia é boa! Nem todo o terapeuta é bom! Nem tudo é matéria prima! Nem tudo é ver...

Gaiola

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Às vezes sinto-me como um hamster preso numa gaiola. Idolatro a roda de girar que tanto abomino e desejo fugir sem me sentir minimamente preparada para o mundo que existe além daqueles quatro cantos. Como anseio pelo que mais temo, como se no fundo soubesse que só quando enfrento o que me assusta me torno verdadeiramente livre!!!

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Temos de nos aceitar por inteiro, certo? Mas como aceitar aquelas características que menos gostamos, aquelas que nos fragilizam, aquelas que identificamos em nós mesmos através do contacto com os outros? Como aceitar aquelas características que nos tornam em sentimentais bobos ou manipuladores emocionais? Aconselharam-me em tempos a procurar o lado sublime desta lua que ascende sobre a minha cabeça, mas ainda não o consegui encontrar. Cada vez que passa, verifico mais a sua inconstância e menos a sua solidez. Temos de nos aceitar por inteiro, certo? Mas como?

Sem apegos... Sem aversões

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Adoro o ashtanga com a mesma intensidade com que o “odeio” (entre aspas mesmo). Faz-me descobrir tudo o que posso ser. Faz-me descobrir tudo o que ainda não consegui ser. Mas a grande verdade, é que não interessa o que posso vir a ser, nem o que ainda não sou. Interessa o que sou hoje. Essa é a luta do tapete: a aceitação do momento presente. O yoga é não vivermos agarrados ao passado, nem ansiosos pelo futuro. É vivermos o tempo de agora. Quando o bom vem, aceitamo-lo e seguimos em frente. Quando o mau vem, aceitamo-lo e seguimos em frente. Não há apego… Não há aversão… Não há ondas que ameacem a nossa caravela que segue placidamente a sua viagem. Bem sei que é tão mais fácil falar do que colocar em prática. E quem sou eu para falar no que são escolhas certas ou erradas. Contudo, algo me diz que não dá para voltarmos a ser o que fomos quando já sabemos aquilo que antes não sabíamos.