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Oiço

Oiço. Observo. Deixo-me estar neste canto de terra escondido, desconhecido, ignorado. A melodia divina é audível, a arte poética natural que presenteia a minha alma. São estes momentos que enriquecem os meus dias e dão folgo à minha caminhada. Questionei-me porque prezo tanto estes instantes só meus. É exatamente por serem meus. Não os locais por onde passo, mas o que sinto ao passar por estes locais. A emoção é minha. A introspeção é minha. O sorriso esboçado a olhar para o céu é o meu. Tudo isto levarei um dia comigo. A memória, a lembrança de um tempo simples.

Tambor

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Contrariamente à semana passada, domingo começou nebuloso e tem-se prolongado pela 2ª feira adentro. É o tempo dos mistérios, da natureza em suspiro. Ontem passei perto de Pedrógão para levantar uma encomenda muito especial, o meu tambor. O processo em si não foi assim tão especial ou pelo menos não correspondeu ao que tinha imaginado. Como tudo na vida, as coisas vêm na altura e moldes certos, apesar de todas as ilusões que possamos criar. Gostei de conhecer pessoalmente o João, o artesão que lhe deu vida. Quando falei com ele percebi que a sua energia era muito diferente do comum. É uma alma que vive em comunhão com a natureza, o que contrasta imenso com a confusão caótica da capital. Perguntou-me que fazia eu da vida. Falei-lhe da minha profissão salientado firmemente que sei que a minha alma deseja algo bem diferente. Sorriu então e enquanto apertava as cordas para puxar a pele do tambor disse-me: "sabes, é uma escolha tua!" Respondi afirmativamente como quem sabe bem que...

Natureza

Dos meus sons favoritos... a Natureza a manifestar-se!... E quando a oiço o ruído cessa, as vozes do medo cessam, a dúvida cessa... É este o espaço que eu procuro e é esta a melodia que me aconchega!

Michael Harner: Shamanic Journey – 30 minutes solo drumming

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Sabe tão bem dançar ao som do tambor <3 "Beat! beat! drums!—blow! bugles! blow! Over the traffic of cities—over the rumble of wheels in the streets; Are beds prepared for sleepers at night in the houses? no sleepers must sleep in those beds, No bargainers’ bargains by day—no brokers or speculators—would they continue? Would the talkers be talking? would the singer attempt to sing? Would the lawyer rise in the court to state his case before the judge? Then rattle quicker, heavier drums—you bugles wilder blow." Walt Whitman