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Porque a Vida é isto...

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Os últimos tempos têm sido desafiantes. Emocionalmente tenho sentido um vazio enorme. Se antes procurava e conseguia preencher os dias ignorando grande parte das minhas emoções, hoje é muito mais difícil fazê-lo. Reconheço que talvez isto seja uma coisa boa porque leva-me a não fingir, nem contrariar o que brota do meu peito. Apesar de considerar que sou uma pessoa optimista não quero forçar um optimismo que desvie a minha atenção das partes que em mim ainda precisam de luz. A minha fé em Deus mantem-se ainda que, nem sempre, eu queira falar com Ele. Há dias em que só quero enrolar-me nos cobertores, baixar as persianas e deixar que as lágrimas venham. Não é propriamente tristeza que eu sinto, mas um profundo desajustamento. Quero encontrar o meu lugar no mundo, mas é-me tão difícil encaixar. Sinto-me sozinha, mas não quero companhia. Acho que sinto falta de um abraço sincero, de alguém me perguntar como eu estou, sem que daí advenha todo um discurso sobre os problemas alheios. Amigos ...

A vida é um instante... Aproveita...

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... cuidando do corpo e da alma... ... fazendo escolhas sensatas... ... aprendendo e evoluindo com os erros... ... perdoando... ... aceitando...

"Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração". | Jeremias 29:13

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Fiz as pazes com a pequenina Lídia. Fiz as pazes com a menina grande. Fiz as pazes com o mundo que me circunda. Não quero mais sentir ódio, não quero que o passado me prenda e me impeça de seguir em frente. Pela primeira vez sinto que não são só palavras que me saem pela boca. Há algo inato em mim que procura a cura, que procura a verdade e que procura Deus. Há algo em mim que quer viver em paz. Passei a última semana doente, fisicamente abalada por uma constipação, mas a paragem forçada que a vida me impôs deu-me tempo e margem para consciencializar-me do que eu realmente procuro enquanto ser humano. Busco a palavra Dele. Ainda não sei fazê-lo bem. Não conheço as regras do jogo. Mas avanço neste caminho com fé.  É irónico como passei tantos anos à procura de respostas nas cartas e nos astros, mas nada me trouxe tanta paz como quando renunciei a tudo isso e me virei para Deus. Não pretendo impor a minha atual forma de estar a ninguém, mas não posso deixar de referir que a verdadeir...

Viagens

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Tenho vontade de escrever, deixar que os meus dedos produzam as palavras necessárias. Mas, a bem da verdade, não sei quais são as palavras necessárias e não me apetece muito falar/descrever o meu dia-a-dia. [[Esta foi a semana em que o Hamas atacou Israel, um assunto que merece e tem merecido profunda reflexão mas que não me apetece partilhar.]] A nível bastante pessoal tomei duas decisões. Saí da rede social Facebook, o que para mim é uma enorme conquista. Por outro lado, entendi por fim que o Parque da Bela Vista pode bem ser o espaço ideal para mergulhar mais profundamente em mim. Não quero explicar melhor do que isto. É um caminho de passagem essencial... A par disto, fico feliz por ter descoberto uma escritora polaca fantástica que traz uma escrita que muito me encanta. Ela leva-me a passear, a caminhar pelas suas Viagens e é com um excerto das suas viagens que quero terminar este post: “Regressou por caminhos sinuosos, por mares periféricos, pelos mais apertados estreitos e pelas...

"Deixa ir!"

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Revivo as minhas emoções de acordo com o meu ciclo interno, em constante oscilação entre expansão e retração. Vou-me conhecendo melhor e identifico estas minhas fases. Identificando-as preparo-me para o que vem.  Já percebi que em determinados momentos faço sempre isto ou sempre aquilo, reajo desta ou daquela forma. Ontem, enquanto me aninhava entre os lençóis, desafiei-me a fazer diferente. Há sempre uma frase que me acompanha: "Deixa ir!" Se bem que haja neste deixar ir a impossibilidade - provisória, desejo eu - de deixar ir a própria necessidade do "deixar ir", quero acreditar que um dia não terei sequer de me debater com as velhas questões do passado porque terei, entretanto, superado.  A verdade é esta. Eu quero mesmo deixar ir certas coisas. Não é fácil, porém. Os meus sonhos trazem-me o passado. Fazem-me relembrar. A mágoa ainda existe e sei que, no fim de contas, todo este meu repúdio pela "pseudo-espiritualidade" tem origem num passado muito mal ...

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Do amor à Filosofia

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Em vésperas de regressar ao trabalho reencontrei "O Mundo de Sofia". Já me tinha lembrado deste livro algumas vezes mas achava que talvez o tivesse perdido. Este fim-de-semana, ao olhar para a estante, os meus olhos fixaram-se na sua lombada. Ei-lo tão visível e tão escondido! Iniciei de imediato a sua leitura. Recordei o quanto gostava de Filosofia quando era mais jovem. Relembrei que quando fui para a NA o meu objectivo era estudar Filosofia. Infelizmente, perdi-me nas atividades paralelas que, muito possivelmente, foram um dos motivos que me levaram a sair de lá. Dei por mim a sorrir com a possibilidade de retomar este meu fascínio pela Filosofia, voltar à inquirição constante uma vez que as minhas certezas foram pelo cano. Que lufada de ar fresco! Depois de meses sem saber para onde ir, começo a encontrar um ponto de luz que me direciona o caminho. (Foto tirada da net, pode ter direitos de autor)

Não te percas de ti mesmo/a

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 "Não gosto desta pessoa na qual te estás a tornar."  Há alguns anos ouvi esta frase. Já me tinha esquecido mas hoje, em conversa com a Mónica, lembrei-me destas palavras que me dirigiram. Trouxe-me à memória momentos do passado e senti-me bem por eles parecerem tão distantes da minha realidade atual. Entendo que não seja fácil para quem nos rodeia descobrir as características menos boas do outro e que lhes eram desconhecidas. Mas também sei que vimos a este mundo para sermos quem somos e não quem os outros desejam que sejamos.  Viver em autenticidade tem um custo mas será sempre menor do que o preço que pagamos quando não vivemos em verdade connosco próprios. "Eu gosto da pessoa na qual me estou a tornar." Tenho orgulho nela, no seu percurso de vida, no seu trajeto, nas suas conquistas, na sua aprendizagem, na forma como encara e vive a vida, no encanto que tem pelas pequenas coisas, no seu gosto peculiar pela simplicidade.

Percursos - São Miguel de Odrinhas, Terrugem e Sintra

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Esta segunda-feira começou um pouco atabalhoada. Perdi o comboio das 7h13. Enganei-me na linha quando cheguei ao oriente. Por pouco esquecia-me de sair em Entrecampos e o 713 demorou imenso a chegar. Tudo "regado" com pingos de chuva quando, supostamente, não iria chover. Por tudo isto soube-me bem chegar ao escritório e sentir o silêncio e a calma. Sentar-me. Beber um chá. Começar o trabalho e nos "entretantos" escrever estas palavras. Os dias têm passado com relativa normalidade. Ontem desafiei-me a ir a São Miguel de Odrinhas  para visitar o museu mas bati com o nariz na porta. Compensei-me com a visita à Cascata de Fervença, ainda que me tenha enganado no caminho 2 vezes, e desconfie que entrei por uma rua onde não era suposto circular. Estes meus destinos são sempre conduzidos de forma muita solitária e digo-o como facto, não como lamento. Orgulho-me de saber que vou, que me ponho a caminho mesmo que depois nada corra como tinha idealizado. Por fim, passei por ...

Sobre o silêncio 💓

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"You'll remember me when the west wind moves Upon the fields of barley You'll forget the sun in his jealous sky As we walk in fields of gold (...)"

Ovelha voadora

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Estou tentada a retomar de um ponto específico em que fiquei. Não sei se é o certo ou não, mas depois de tantos meses de racionalidade a ferros, apetece-me agir um pouco por impulso. Sei que não me encaixo na normalidade e ainda que todos nós, de uma forma ou de outra, vivamos de aparências, há aparências mais densas do que outras. No que me compete, gosto de pensar que aos 40 anos já me posso dar ao luxo de ser eu mesma e de seguir o meu caminho. Não quero rebanhos, não sigo vaidades luxuosas. Não tenho posto de relevância nem título importante antes do nome. Sou apenas eu a querer, uma vez mais, remar contra a maré. E remo com maior fervor interior do que se me deixasse apenas ir. Estar aqui ("terra") é difícil, é duro. Às vezes desejo partir para onde o pó das estrelas é feito. Outras muitas vezes quero permanecer porque ainda há um caminho para ser percorrido.  Por ora, vou trepando apenas pelas cordas da vida até aos tectos do palco. P.S. Foto retirada da net, pode ter d...

Paz de espírito

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Na 6.ª feira senti a intensidade do caminhar, do prescrutar de estradas por onde ainda não tinha passado. Atravessei a Avenida Carlos Pinhão. Por momentos detive-se e fiquei a observar o cruzar do metro e do comboio em plataformas distintas e ao longe os prédios multicolores das Olaias. Descobri o Parque Urbano Vale da Montanha. Tenho de esclarecer algo. Perdi a fé em muita coisa mas não perdi a fé nestes pequenos momentos. Há uma magia que nada tem de mística, apenas um gozo pessoal associado a estes meus pequenos rituais.  Curiosamente, se em tempos busquei um sentido sobrenatural para a vida, hoje contento-me com um sentido mais visível e palpável. O amor por mim mesma e o amor pela vida não são abalados.  Não sei o que há para além disto. Não sei se a vida continua ou não. Não sei se voltamos após a partida. Não sei se há uma validade nos ensinamentos esotéricos - se total, parcial ou nenhuma. Nem sei se algum de nós é real. Mas sei que aquilo que sinto nestes momentos me ...

Em jeito de conclusão

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Este fim de semana foi desafiante para mim. Tive dificuldade em dormir de Sábado para Domingo. Tenho sentido um cansaço emocional e alguma falta de energia. Acordo exausta com os sonhos que me acompanham, ainda que não me consiga recordar deles. Aceitar as minhas descrenças não é fácil. Se retiro as certezas, a que me poderei agarrar dentro das minhas dúvidas? Entre a procura de informação e a partilha de ideias com a minha melhor amiga, acabei por chegar à conclusão de que não há verdadeiramente uma crença nem uma descrença da minha parte. Apenas me sinto saturada desta necessidade constante de validação exterior. Fui recebida na teia familiar a dizer-me o que deveria ou não de ser ou de fazer. Na adolescência vieram as amizades. Surge aquela primeira noção de tribo que se tornou muito mais marcante na minha idade adulta. A tribo do esoterismo ganhou raízes fundas em mim. Substituí, de certa forma, a família pela NA e a NA por aquele grupo que parecia desafiar as normas, as regras, o ...

Passado

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As pazes com o meu passado estão a vir da forma mais inesperada. Cansada das leituras habituais e inspirada por uma amiga minha, peguei nos meus velhos livros de "Uma Aventura". Era fã desta coleção quando era jovem. Ao longo do folhear das páginas, vêm-me imagens do meu passado, vislumbres de momentos idos. Vejo-a a ela, essa menina que me habita e tenho uma sensação bastante forte de que ela já não carrega aquela dor que lhe foi, em tempos, tão penosa. Nunca antes a encontrei e a senti tão em paz como hoje.  (Foto wikipedia)

Simplicidade

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Sempre acreditei - e ainda acredito - que viemos a este plano para evoluirmos. Contudo, a minha noção do que significa "evoluir" tem sofrido alterações ao longo do tempo. Já me considerei uma "pessoa evoluída". Hoje percebo o quão grande era a minha ignorância e soberba. Consigo assumir mais facilmente que nada sei e essa tomada de consciência até que me traz uma certa tranquilidade. Não finjo ser o que não sou, nem saber o que não sei, nem pensar o que não penso. Sou ignorante e desconhecedora de muita coisa. Paralelamente, vou-me conhecendo melhor porque o assumir o que não se sabe também implica que se saiba alguma coisa. Ontem a minha bff alertava-me para não cortar tão radicalmente com o caminho que trilhei até hoje. Não pretendo fazê-lo mas também não consigo forçar-me a aceitar "dizeres" que, ainda que possam ser verossímeis para os demais, para mim ainda carecem de muito escrutínio. Respondi-lhe por fim: - Quero simplicidade! Apenas isso! Hoje, ao ...

40anos

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Celebrei recentemente a minha entrada nos 40. A todos os que me perguntaram, respondi que nunca me senti tão em paz como hoje. Os 20 foram de muita dor. Os 30 trouxeram-me maior consciência. Hoje descubro-me na minha autossuficiência. Devo dizer que, ao longo da minha vida, e com a exceção daqueles que me acompanham desde o berço, nunca me senti uma prioridade para mais ninguém. Nunca senti que fosse desejada ou amada. Nunca senti que reconhecessem em mim importância tal que causasse no outro temor perante a possibilidade da minha ausência. Julgo que foi sempre demasiado fácil deixarem-me ir, abrirem mão da minha presença, da minha amizade, do meu amor. Não digo isto com qualquer tristeza. Somos o que somos. Trazemos os nossos desafios e, nesta constante busca pelo equilíbrio, seremos importantes para uns e irrelevantes para outros. A grande verdade, que soa a cliché sem o ser, é que devemos e temos que ser a nossa própria prioridade. É assim! É dizê-lo sem quaisquer floreados! Amo ess...

Das tradições aniversariantes

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Desabafos

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Entre mudanças de estações de metro, com os meus auriculares cor-de-rosa nos ouvidos, mochila de desporto às costas, lá vou desabafando com a minha interlocutora: "- Desiludi-me com as pessoas, com o mundo. Há tantos egos na luta pelo pódio, que sinto que não há espaço para o meu. Na realidade, nem quero que haja. Não quero impor a minha presença. Prefiro retirar-me, procurar um espaço onde não tenha de me forçar a estar."

Da luta interna [Citação]

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"Não sei quem sou nem o que sou, pois o que pensava que era não é o que sou. Estou me desintoxicando do que era para ser o que sou. Não compreendo ainda quem sou, mas estou à procura de mim." Augusto Cury

Dar valor ao que realmente tem valor [excerto]

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 “Como é que tu, excelente homem, que és ateniense e cidadão da maior cidade do mundo e da mais famosa pela sabedoria e pelo poder, como é que não tens vergonha de pôr os teus cuidados em amealhar dinheiro o mais possível e em buscar a fama e as honrarias, ao passo que não tomas qualquer cuidado nem preocupação com o teu pensamento, com a verdade e com a tua alma?” E se algum de vós contestar e pretender que tem esse cuidado, não o largarei nem me irei embora imediatamente, mas hei de interrogá-lo, examiná-lo, passá-lo pelo crivo e, se me parecer que não possui a virtude, por muito que o diga, envergonhá-lo-ei por dar tão baixo preço ao que tem o mais alto valor e tanto valor ao que o tem menos. (…) Repito-vos: não são as riquezas que dão a virtude, mas é da virtude que provêm as riquezas (…)”   Apologia de Sócrates