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Immaculee Ilibagiza

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Desde que comecei a ler este livro, sabia que teria de escrever sobre ele. Há cerca de uma semana cruzei-me com um reels no instagram onde Immaculée Ilibagiza testemunhava sobre a sua história de vida e o quanto a mesma foi abalada pelo genocídio de 1994 em Ruanda, seu país natal. Nos vários comentários, diversas pessoas mencionavam o seu livro – Left to Tell – e no mesmo instante senti uma enorme vontade de o ler. Immaculée retrata uma infância feliz. O início do livro começa com a frase: “Nasci no Paraíso”. Mais tudo isso mudou quando em 1994 hútus extremistas começaram a matar tútsis (a tribo à qual Immaculée pertencia) e outros hútus moderados. A mortandade apoderou-se do país. Immaculée sobreviveu escondida numa minúscula casa de banho com mais 6 mulheres. O local era tão pequeno que nem dava para estarem todas sentadas no chão ao mesmo tempo. Ficou lá 3 meses, sem saber qual o destino dos seus familiares e constantemente com o receio de ser descoberta e morta. Fora d...

Dons espirituais?

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Dons espirituais? Almas velhas? Sabedoria espiritual?   Debati-me muito com estas questões. Como podia ou devia analisar o meu próprio crescimento espiritual? Durante muito tempo associei-o à intuição e mediunidade, características que em mim nunca estiveram muito desenvolvidas.  Lembro-me de questionar se isso me faria menos desenvolvida espiritualmente do que outras pessoas. Quando me afastei do New Age, acabei por encontrar uma serenidade que até então não tinha tido. Tirei o ser humano do centro e coloquei Deus e todas estas minhas questões deixaram de ser relevantes. Estava há pouco a estudar a primeira carta aos Corintios e lembrei-me destas minhas questões antigas. A Igreja de Corinto tinha aparentemente o seguinte problema.  Alguns membros tinham o dom de línguas. Outros não tinham. Quem tinha achava que era melhor do que quem não tinha. Quem não tinha, porque não tinha, desvalorizava o dom de quem tinha.   O eterno problema do ego humano. ...

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Aproximar-me de Deus tem me trazido uma paz enorme. A New Age é coisa do passado. Já não me revejo em nada nas minhas velhas crenças. Sinto uma calma enorme por ter sido resgatada desse engano. Antes que possa passar a imagem de religiosa fanática, quero referir que a minha fé não se prende à religião nem às Igrejas. A minha fé reside Nele. A minha busca é por Ele e pela palavra Dele. Tenho lido a Bíblia. Tenho estudado a Bíblia, recorrendo a cursos e partilhas de outros para me auxiliarem. Sinto-me como se, perante uma tempestade, Deus se encontrasse a meu lado com um grande chapéu de chuva aberto. Hoje entendo o que fé realmente significa. E até a minha mente tão rígida começa a ceder e a aceitar o que se crê, mas não se vê. "Felizes aqueles que crêem sem ter visto! (João 20:29)"

Terapias holísticas 👎

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Tornei-me adversa às terapias holísticas. Admito que possa estar errada e, na minha assumida imperfeição, não estarei certamente a ver todos os ângulos. Ainda assim, afirmo hoje que há coisas que simplesmente não quero na minha vida. Nos últimos episódios do Extremamente Desagradável, com a Joana Marques, foi satirizada esta temática em diferentes vertentes. Depois de me rir que nem uma perdida, senti-me um pouco culpada por de certo modo estar, também eu, a ridicularizar a fé de algumas pessoas. Sim, isso é errado. Não obstante, quanto mais eu vejo estas abordagens de fora, mas eu acredito que a espiritualidade de pacotilha que se vive atualmente precisa de ser transformada. Entramos numa fase em que a necessidade por respostas é enorme, o vazio existencial é-lhe proporcional, e isto torna-nos um pouco displicentes quanto às fontes onde estamos a buscar as respostas. Pessoal, nem tudo é bom! Nem toda a terapia é boa! Nem todo o terapeuta é bom! Nem tudo é matéria prima! Nem tudo é ver...

Para aqueles momentos em que nos sentimos pequeninos...

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 ... e parece que todo o mundo é mais relevante do que nós.... Talvez não...

Pegadas na Areia

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Pela Fé

Vídeo 👇   Prof. Rodrigo Silva

Silêncio

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Fé em Deus

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Creio que ainda não tinha abordado o tema da minha fé em Deus, mas talvez esteja na altura de o fazer. Depois de imensos anos dedicada à New Age e a uma panóplia de terapias holísticas, comecei a afastar-me desse caminho e estou a redescobrir a minha fé em Deus. Este ano iniciei o meu estudo na Bíblia. Ele não é sempre constante. Tem interregnos, avanços e recuos. Às vezes parece-me super certo, outras vezes tenho dúvidas. Mas apesar deste questionamento, esta fé tem-me trazido uma imensa paz. Lembro-me de ser jovem e achar que a Bíblia não fazia sentido. Hoje entendo que ela é o que é sem filtros. As descrições mais violentas ou chocantes foram vivenciadas e por isso fazem parte das Sagradas Escrituras, mesmo que nos parece estranho. Não há floreamentos para agradar. Aquele tempo era diferente do nosso em muitos aspectos e não podemos ignorar isso. Retrata pessoas reais que viveram a fé e que, também muitas vezes, desviaram-se dessa fé. Há umas semanas vi um documentário no History Ch...

Por qual verdade?

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Não tenho conseguido que as palavras me saiam. Talvez porque entro numa fase de vulnerabilidade e receio que o que penso e sinto se revista de vitimização e fraqueza. Vim para o meu cantinho predileto junto ao aqueduto, hoje infelizmente com mais barato devido a umas obras próximas. Observo ao longe o miradouro de Monsanto e reflito uma vez mais sobre a minha vida e as minhas escolhas. Como já referi anteriormente, a minha fé sofreu um abalo e nos últimos tempos tenho procurado as respostas em outros locais e credos. A conselho de uma amiga peguei na Bíblia. Li ontem a carta de São Tiago. As frases revestem-se de sabedoria, mas não sei se é por aqui que devo seguir. Os católicos fervorosos dizem que Deus é o único caminho, mas será que é? Será que Ele existe? Há uma parte de mim que quer acreditar. Há outra parte que tem medo. Se Ele existe talvez eu já tenha blasfemado tanto que não seja mais possível redimir-me. Eu quero a verdade, mas tenho medo da verdade tal como tenho med...

Reflexões - Crise de fé .... Para onde seguir daqui?

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Estou numa fase de mudança profunda nos meus credos e fé. Durante muitos anos - com o início ainda na minha adolescência - deixei-me levar pelo misticismo, superstições e alguma fantasia. Para mim, o outro lado, aquele lado não tão visível, era uma realidade e poderia ser acedido com a prática e disciplina certas. Na minha família havia uma certa crença no sobrenatural pelo que recorrer a curandeiras, a espíritas e tarólogas não era completamente descabido. Talvez isso explique um pouco o meu fascínio! Adquiri o meu primeiro baralho de cartas de tarot aos 18 anos, uma prenda que pedi aos meus pais. Na altura não o usei muito, mais por preguiça do que outra coisa. Alguns anos mais tarde fui para o yoga, entrei na (e saí da) Nova Acrópole e nos 9 anos seguintes dediquei-me com afinco àquilo que eu chamava de espiritualidade. Eu preciso de fé, preciso de acreditar em alguma coisa. Pessoalmente, sinto que se não tiver alguma orientação espiritual, será muito mais difícil seguir na vida em ...

Por esses caminhos...

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Caminhei ontem até me cansar, até me doerem os pés sobre a calçada portuguesa, pouco sustentados pela sola mole dos meus ténis contrafeitos da All Stars. Não há nada de verdadeiramente extraordinário ou complexo nestes momentos. Apenas uma linha de pensamento que me acompanha entre o ponto de partida e o ponto de chegada. Como admito apenas a mim mesma, há situações do meu passado que ainda não estão totalmente ultrapassadas mas sei, do fundo do meu coração, que o amor próprio que tem vindo a brotar de dentro do meu peito é real. Já não preciso de me convencer de que sou merecedora. Eu sei que sou. Há algo que encaixou em mim, que me sustenta, que me traz de volta ao meu centro. Mas vou revelar um segredo. Foi a dor que me trouxe até aqui, não a felicidade. Foi a tristeza que me ensinou mais do que a alegria. Foi o "não ter" que me conduziu a um maior crescimento, não a posse. Porque busquei refúgio, consolo, abraço e cura na única pessoa que deverei amar até ao final dos meu...

Sonhos e reflexões

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Tive um sonho... "Recusei uma ida ao cinema com o meu grupo de amigos e dirigi-me a uma paragem de autocarros que se encontrava no que reconheço como o eixo norte-sul, no troço que desce até passar por debaixo do Aqueduto das Águas Livres. Esperava por um autocarro que me levasse ao Oriente. Como tardava em vir o autocarro que pretendia, decidi apanhar o próximo que passasse. E assim foi. Lembro-me de entrar meio à força, talvez com receio de ficar em terra. O ambiente era um pouco familiar. Diziam-me - "Pode sentar-se aqui!" - enquanto preparavam o assento fofo para que eu me sentasse. A viagem sofre, entretanto, um desvio. Uma mulher explica que já há muito tempo que queria fazer uma visita a uma vidente de que ouviu falar pelo que somos todos arrastados para a sua suposta residência. A vidente recebe-nos a contragosto, de forma mal-humorada. Não consigo precisar todos os momentos que vislumbrei, mas recordo-me de ver e mexer em peças que faziam lembrar o tempo da Gréc...

Em jeito de conclusão

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Este fim de semana foi desafiante para mim. Tive dificuldade em dormir de Sábado para Domingo. Tenho sentido um cansaço emocional e alguma falta de energia. Acordo exausta com os sonhos que me acompanham, ainda que não me consiga recordar deles. Aceitar as minhas descrenças não é fácil. Se retiro as certezas, a que me poderei agarrar dentro das minhas dúvidas? Entre a procura de informação e a partilha de ideias com a minha melhor amiga, acabei por chegar à conclusão de que não há verdadeiramente uma crença nem uma descrença da minha parte. Apenas me sinto saturada desta necessidade constante de validação exterior. Fui recebida na teia familiar a dizer-me o que deveria ou não de ser ou de fazer. Na adolescência vieram as amizades. Surge aquela primeira noção de tribo que se tornou muito mais marcante na minha idade adulta. A tribo do esoterismo ganhou raízes fundas em mim. Substituí, de certa forma, a família pela NA e a NA por aquele grupo que parecia desafiar as normas, as regras, o ...

Na busca da espiritualidade

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Passei os olhos pelo feed de notícias do facebook: anúncios e fotos de eventos ligados à espiritualidade. Cursos de como ser assim ou assado, de como aprender isto ou aquilo. Imagens de sorrisos e abraços, frases sobre união e irmandade.   Já busquei isto. Também eu já sorri quando mergulhava nestes ensinamentos e regressava a casa a sentir-me mais "conectada" e mais sábia. Já houve um tempo em que encontros pelo saber me enchiam as medidas do que quer que achava que procurava. Já houve um momento em que através da minha prática do yoga sentia que caminhava em direção ao entendimento. Mas hoje busco esse conhecimento na rotina do dia a dia, entre o que tenho de fazer por obrigação e no que escolho fazer por gosto. Hoje busco esse conhecimento em mim. Realmente dentro de mim, sem intermediários! Não pretendo com isto retirar o mérito a quem promove estes cursos nem retirar valor a tais experiências de desenvolvimento pessoal. Está tudo certo, mas o meu caminho é outro. É um ca...

Sobre a espiritualidade [ou falsa espiritualidade]

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Espiritualidade! Tenho ganho uma certa aversão a esta palavra. Não pelo que ela significa, mas pelo uso abusivo e até deselegante que fazemos dela. Às vezes sinto que ser espiritual virou moda, como foi há uns anos as calças à boca de sino ou os ténis da All Stars. Nada contra quem busca um entendimento mais sincero da vida. Também o faço, talvez de forma bastante insatisfatória, mas começo a notar que a espiritualidade como é vivida atualmente é mais espiritualidade da matéria do que propriamente do espírito.  Mudamos os conceitos mas fazemos o mesmo de sempre. A dada altura já não discutimos entre nós para descobrir quem tem mais bens, mas sim para perceber dentro da amostra de gente quem é o elo mais evoluído.  É nesses momentos que me apetece atirar a toalha ao chão em rendição de tão farta que estou destes jogos de ego. Queres (Querem) ser pessoas mais evoluídas? Pois bem, sejam seres humanos decentes. Simples.  Ou como diria Sócrates... 👇

Testes da vida

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A vida testa-nos para verificar a força dos nossos argumentos e convicções. Estou a terminar a leitura do Caibalion , amparada pelos ensinamentos da Prof.ª Lúcia Helena. Observo o meu pêndulo interno e percebo que, após um 2018 e 2019 de fortes oscilações, ele tem vindo a equilibrar-se. Independentemente de como sejam os meus dias, sinto em mim uma estrutura mais consistente do que alguma vez senti. Ainda assim vou encontrando circunstâncias de vida que testam os meus limites e capacidade de encaixe. Tenho algum controlo sobre aquela menina impulsiva que encontrei em mim durantes anos a fio. Mas sinto. Ainda sinto a frustração e irritabilidade. Felizmente, as horas de almoço já não são acompanhadas por um frio extremo. Está sol. O sol convida-me a sair para fora destas quatro paredes, a ver o mundo lá fora.  Olho para mim, analiso as minhas ações e comportamentos. Sempre ouvi dizer que os outros tratam-nos de acordo com a forma como nos tratamos a nós mesmos. Nas diversas vert...

Lua interna

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Sangro, literalmente. Hormonal e factualmente falando, cumpro o meu ciclo lunar e a minha lua desce a meio da noite. Enrosco-me nos cobertores, encolho-me e peço que com o meu sangue desçam também as preocupações, os apegos e quaisquer emoções ou sentimentos tóxicos.  Não sinto muita dor, apenas um ligeiro desconforto. De manhã sigo para a capital. Sentada na segunda carruagem do suburbano, de auriculares postos, vou focando a minha atenção nos ensinamentos daqueles que sabem tão mais do que eu, através dos áudios que escolhi criteriosamente na véspera. E acalmo-me. Durante a manhã sou assolada por algumas lembranças. Dizem os entendidos que nesta fase do mês as mulheres são obrigadas a lidarem com aquilo que passam o resto do tempo a tentar reprimir. Não é um acaso a fama que têm de ser temperamentais. Respiro fundo. Hoje não. Não quero dar voz às minhas vozes de sempre, nem enveredar nos mesmos queixumes. Posso arranjar qualquer justificação para a minha ira, mas prefiro arranjar...

Ponto de retorno na espiral

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Os dias estão a ficar maiores. As minhas caminhadas vão deixando de ser feitas na escuridão total. O céu pinta-se de um azul lindíssimo que tento captar com a máquina fotográfica do telemóvel. Presto atenção a cada pormenor. Ao olhar para trás vejo ao longe as Amoreiras como nunca as vi antes. Parece uma cidade futurista encrustada num monte. Sou acompanhada pelos meus pensamentos. Concluo que há uma enorme probabilidade de ter encontrado o ponto onde tinha ficado num outro tempo. Como se me recordasse:  "Já me lembro de quem sou. Já me lembro de onde tinha ficado." O meu passado deixa de ter 39 anos de existência e passa a um número indeterminado e que não pode ser medido pelas convenções. Sou grata pelo caminho que fiz e mais grata ainda pelo caminho que faço.  Em registo fotográfico, o que os meus olhos observaram hoje:

Estados de alma

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No Sábado fui conhecer a loja de Móveis Orientais (by Revivigi) , perto da Fábrica de Braço de Prata. O espaço é magnífico, os donos são de uma enorme simpatia e disponibilidade, e as peças que têm para venda são muito diferentes das que estou habituada a ver em lojas. Estava decidida a comprar algo e acabei por optar por uma caixa de madeira pintada à mão. Pelo que me explicaram, estas caixas são feitas na Mongólia e não há duas caixas iguais. Este foi talvez o momento alto do meu fim de semana que, como mais tarde percebi em conversa com uma das minhas melhores amigas, é um dos momentos em que eu, de certo modo, saio de mim e torno-me numa alma/turista em viagem. É complicado explicar a sensação e, com a excepção desta minha amiga, não sei se é fácil para os demais entenderem-me. Eu sou eu e estou em mim, no corpo que me foi dado. Mas há momentos, e sobretudo em locais específicos que estimulam estas minhas incursões internas, em que eu não sou a alma na matéria, mas a alma que usa a...