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A mostrar mensagens de 2024

Missa

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Sento-me num café em Lisboa. A necessidade de doce leva-me a mordiscar um pastel de nata. Caminhei até aqui a pensar Nele, em Deus. Dizia para mim mesma: "Se Ele não me ajudar, não sei quem mais poderá fazê-lo!" Preciso de encontrar um sentido e que a minha vida possa ser mais do que trabalhar e pagar contas. Sei que nem todos nós podemos ser grandes. Às vezes temos de ser pequenos. O próprio Deus se diminui, se esvaziou da sua divindade para se fazer homem. Mas então preciso de encontrar um sentido para a minha pequenez. Ou talvez baste a aceitação. Se calhar é aqui que se encontra a minha resistência. Conseguirei eu assumir e aceitar a minha pequenez, viver de forma despretensiosa no palco da existência? … Fui até à Igreja do Campo Grande. A missa começa em 20 minutos. Passei pelo café da Paróquia e pela pequena banca de venda de produtos natalícios. A missa trouxe-me paz. As missas trazem-me sempre paz. Sei que há uma resistência da minha parte em ir, mas depois de...

Por que sou assim?

Hoje não consigo olhar para ela, esta ela que sou eu mesma a observar-me. Fiz as pazes com a minha pequenina mas há tantas versões minhas póstumas que eu ainda não consigo aceitar. Tento mas é tão difícil. Alguém, por quem eu tenho imenso carinho, lembrou-me hoje de um comportamento parvo que tive há alguns anos. Sei que era uma partilha inocente mas foi tão difícil lembrar-me de que já fui assim, tão limitada, tão fraca, tão destrambelhada, tão ridícula, tão patética. Este é o problema: mesmo que não me vejam assim, eu vejo-me assim constantemente. E há certas lembranças que me envergonham tanto. Sim, naquele momento eu tive vergonha de mim. Falei abertamente quando questionada, desvalorizei, mas senti vergonha. Fui logo buscar as outras lembranças. Quis sentir dor. Sou masoquista. E ainda que não o faça sentindo a lâmina a trespassar a carne, deixo que os meus fantasmas me inquietem a mente. É um castigo auto-infligido, uma espécie de punição pelas minhas falhas que, de acordo com os...

Manter a Fé em Deus

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A minha fé não é constante ainda que eu gostasse que fosse. Não é que desacredite mas sinto que nem sempre O busco ou me aproximo Dele. Quando estou emocionalmente mais frágil é quando acabo por cair na tentação de procurar respostas nas ferramentas do passado. Não quero fazer mais isto. Não quero mesmo.  A fé precisa de ser alimentada, tal como o amor precisa de ser alimentado. Diariamente temos de dedicar parte do nosso tempo a Ele. Cada vez acredito mais nisto porque começo a aperceber-me do que acontece comigo quando não o faço. Sim, vivemos no meio de uma guerra espiritual e devemos ser criteriosos em relação às armas com que escolhemos lutar nesta batalha. Deus será sempre o nosso valente líder e é Nele que devemos depositar a nossa fé, confiança e entrega. Não sei se estas palavras serão alguma vez lidas por alguém, mas se assim o for gostaria de deixar uma mensagem: Vivemos tempos difíceis e confusos e nem sempre é fácil discernir o certo do errado, mas se estiverem dispost...

Terapia

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Em consulta com a minha psicóloga, esta semana, falei na minha paixão pela caminhada. Ela ajudou-me a perceber algo de que eu ainda não me tinha dado conta. As minhas caminhadas fazem-me estar no presente. A minha atenção é fixada nos pormenores do que vejo, dos cheiros que me chegam, dos barulhos que oiço, das sensações ao tocar paredes ou sentir os meus passos sobre a terra. Mas percebi também que as minhas caminhadas me fazem ir ao passado. Não passo por onde já passei mas revejo emoções, sentimentos. Permito-me voltar ao passado e, não podendo alterar o que ele foi, altero a minha opinião e perspectiva relativamente a ele. Eu sei que estou em paz com a Lídia pequenina. Digo isto com convicção. Não lhe exijo nada. Não a critico, nem acho que ela devesse ter agido de outra forma. Pouco poderia eu exigir a qualquer criança, incluindo a criança que eu fui. Por isso, o meu regresso ao passado já não é à infância, mas sim (creio eu!) aos meus vintes . Lembro-me de escolhas que fiz mas qu...

Caminhada

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Apanhei o 783. Saí na Avenida do Brasil e caminhei até à estação de metro da Encarnação. Já há algum tempo que não fazia estas caminhadas por Lisboa e pela escuridão da noite quando os dias de sol começam a ser menores com a aproximação do Inverno. Tive a mesma sensação de conexão profunda. Apercebi-me de que a noite traz-nos outra perspectiva das coisas. Caminhar de dia não é o mesmo que caminhar de noite. O nosso campo de visão diminui mas, por sermos menos estimulados pelo que vemos, acabamos por estar mais atentos aos sons e cheiros. Senti uma enorme tranquilidade e gratidão. Cada vez vou entendendo melhor de que não devemos cobiçar o lugar dos outros. Temos o nosso próprio espaço e tempo. Aceitar isso é abandonar pesos desnecessários. Deixo o registo fotográfico de Segunda-Feira.

Em processo

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Tive hoje consulta de psicologia. A terceira. A primeira deu-me esperança. Na segunda não senti o mesmo ímpeto. Hoje creio que talvez tenha conseguido um certo equilíbrio. Há ideias e emoções minhas com as quais estou familiarizada. Há certos padrões que são reconhecidos. Mas hoje consegui alguns insights que ainda não eram tão óbvios para mim. Foi produtivo. Enquanto estava na sala de espera, a aguardar a minha vez, chamou-me à atenção uma senhora de certa idade a brincar com o neto. A criança ria e a senhora ria a cada gracinha feita por aquele menino pequenino. Por momentos, desejei poder voltar a ser criança. Fazer-me tábua rasa e poder construir uma nova história, uma nova pessoa. Conforme comentei depois com a minha psicóloga, sei que todos nós temos dificuldades de alguma espécie e para cada um de nós os seus desafios são sempre perspectivados com uma certa dose de dificuldade. Não sofro mais do que os outros. Mas estou cansada de fazer esta caminhada. Não estou cansada de exist...

"Deus não precisa de ti", Esther Maria Magnis

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Acabei ontem de ler "Deus não precisa de ti" de Esther Maria Magnis. Achei o livro fantástico e recomendo a todos que estão nesta caminhada de fé de encontro a ou reencontro com Deus. Não sei como definir o final do livro. Não sei se devo considerar que acaba bem ou mal. Não era o que eu estava à espera e senti muita pena da autora, apesar de entender que a sua fé acabou por sair reforçada no meio de tanta dor. Em momentos senti o seu desespero e revolta. Entendi a dor emaranhada no seu peito quando Deus parece ausente ou nos leva a crer que as nossas preces não são ouvidas. O caminho da Fé não é fácil. Não é linear. Porque também a vida não é fácil. E nem sempre sentimos o colo Dele, o consolo Dele, a presença Dele. Nem sempre entendemos o porquê. Nem sempre identificamos a lição por detrás dos nossos tropeços. Se é que há alguma lição! Inquirir não significa ter respostas. Inquirir, muitas vezes, evidencia apenas o quão pequeninos e desconhecedores somos. E é importante est...

"Não estejais inquietos por coisa alguma (...)"

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Há uma crescente aceitação da minha parte relativamente a quem sou e às circunstâncias da minha vida. Consigo reconhecer que não sou como se calhar gostaria de ser e nem a minha vida é como eu sei que gostaria que fosse. Mas aceito. Aceito como uma constatação de algo, até certo modo, inevitável. Como olhar para um carro e reconhecer que ele é branco. Não interessa se eu gostaria que ele tivesse outra cor. Não interessa se eu gosto da cor branca ou não. Ele é branco. Acho que, mais ou menos, isto vai acontecendo com toda a gente. O parar de lutar contra o que é. E é bom - creio eu! - que haja essa aceitação porque remar contra a maré é, na grande maioria dos casos, infrutífero. Reparei ontem que há coisas que eu não peço a Deus. Sei que elas acontecerão se tiver de ser ou não acontecerão se não tiver de ser, mas será que eu consigo reconhecer, de forma verdadeiramente honesta, o que eu desejo para mim? Será que eu sei mesmo o que eu quero, o que eu desejo, o que é melhor para mim? Nos ...

Talvez

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Domingo de Novembro com algum sol! Os últimos tempos não me têm levado a grandes percursos sozinha. Gosto da solidão, mas às vezes pesa. Gosto do silêncio, mas às vezes pesa. Desejo, porém, que haja nessa solidão e silêncio uma aceitação sem que porém seja forçada. Faz parte de quem sou, da minha vida, da minha essência. Estacionei em Belém. Vim acompanhada por "Deus não precisa de ti", um livro de Esther Magnis. Apetece-me ler sobre Deus, experiências de outros com Deus, leituras que vou intercalando com a Bíblia Sagrada. Quero saber mais sobre Ele. Quero ouvir falar Dele. Estou curiosa. Estou sedenta. Tenho fome de respostas. Tenho fome de Verdade. Haverá maior Verdade do que Ele? Talvez a minha solidão tenha sido a forma que Deus encontrou de me levar a procurá-lo. Talvez o silêncio tenha sido a forma que Deus encontrou de me levar a ouvi-lo.

Regressar

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Sou caminhante mas os meus pés já não me levam a percorrer as ruas de Lisboa. Gosto de pensar que encontrei algo na minha vida que já não requer este hábito. Ou, talvez, seja a idade que me deixa assim. Desci do autocarro no Marquês e segui pela Avenida da Liberdade. A enchente de turistas, conjugada com as obras, cheiro de urina nas ruas e barulho excessivo já não me é apelativo. (Continuo a adorar-te Lisboa mas acho que mudámos as duas!) Em diversos momentos pensei em voltar a fotografar: um restaurante com uma decoração excêntrica, uma loja com enfeites de Natal, a fachada do Teatro Politeama a fazer promoção ao musical "A Bela e o Monstro" de Filipe la Feria, o  Castelo de S. Jorge iluminado no alto. Mas,... Mas já não me apetece. Já não tento registar para depois recordar. E com esforço, porque me dói o corpo, lá me arrastei até ao metro do Terreiro do Paço. Tudo isto me mostra como de facto o tempo corre, nós vamo-nos transformando e isso é visível por vezes em coisas a...

Reflexões Matinais

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Ai, o banal!!!

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Vivendo com POC e ansiedade - 2

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Fui ao médico. Pela primeira vez posso afirmar que estou a ser devidamente acompanhada. Já marquei consulta de psicologia para o início de Novembro. Quero "curar" a minha mente. Não sei se curar é a palavra certa, até porque duvido muito que seja possível curar comportamentos e pensamentos que já estão tão enraizados. Confesso que a farmacologia ainda não me trouxe grandes melhorias. Em relação à minha toma habitual, foi aumentada a dosagem de 50mg para 100 mg. Li na bula que o máximo diário aconselhável é de 200mg. Não sei bem o que é que estava à espera que acontecesse. Alguma melhora, quicá! Mas sinto-me pior. Sinto que os meus sintomas pioraram. A minha mente não pára. Há momentos em que me sinto tão cansada que tomo um calmante não porque me sinta ansiosa mas para ver se o fluxo mental abranda. Estes sintomas são-me familiares. Há cerca de 12/13 anos passei por algo semelhante, um ano depois de ter sido consultada pela Ana Rita e de ter aprendido, em 6 meses, a controlar...

Abraço-te minha pequenina.

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Abraço-te minha pequenina. Conheço tão bem a tua dor, o teu medo, a tua ansiedade e a tua tristeza. O quanto tentaste resolver circunstâncias que não eram da tua responsabilidade. Sabes, também eu agora sinto dor, medo, ansiedade e tristeza. Mas coloco-te protegida no meu coração, para que seja a mulher adulta que sou a tentar resolver os problemas. Sabes pequenina, pedi ajuda para te curar, para me curar, para nos curar. Fi-lo por ti e por mim. Abraço-te minha pequenina. Coragem, para nós as duas!

Vivendo com POC e ansiedade - 1

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Creio que nunca escrevi sobre este tema. Não é confortável para mim. Poucas pessoas sabem e pouquíssimas das poucas que sabem, entenderão realmente o que eu vivo e como vivo. Os comportamentos ditos "estranhos" começaram quando eu ainda era uma adolescente. A memória mais antiga que tenho leva-me para o 6.º ano de escolaridade pelo que, na altura, teria cerca de 11/12 anos.   O diagnóstico de "Perturbação Obsessiva-Compulsiva" viria muito mais tarde. Nessa altura eu achava apenas que era uma pessoa estranha, única na estranheza, com comportamentos estranhos. Ninguém poderia entender. A minha perturbação sempre esteve associada muito ao medo de perder as pessoas de quem gosto. Nunca consegui encaixar o conceito de morte e quando o ouvi, anos antes, a tristeza foi acompanhada de uma profunda incompreensão. Este medo foi-se fortalecendo. Os meus rituais eram disfarçados, escondidos, salvo raros momentos em que era observada por colegas minhas que esboçavam um sorri...

"(...) como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” [Excertos]

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“Mas Ele não está em nenhum desses lugares. Nós não o conseguimos ver porque Ele está demasiado próximo. Ele não é um ser situado muito acima de nós; Ele está nas profundezas da nossa vida, está dentro de nosso ser, “nele vivemos, respiramos, nos movemos e somos”. As coisas mais próximas de nós são fáceis de ignorar. Contudo, Ele não está “próximo” de nós, Ele é a proximidade. Nós ainda conseguimos ver os objetos que estão próximos, mas não conseguimos ver a proximidade em si. Vemos os objetos à luz, mas não vemos a própria luz. Se nem sequer conseguimos ver o nosso próprio rosto, mas apenas vemos o seu reflexo invertido num espelho, como referimos atrás, como poderíamos alguma vez ver o rosto de Deus?” Tomáš Halík, "Paciência com Deus"

Dos desertos da vida

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Faz este ano, este mês, 10 anos que passei por um dos momentos mais difíceis da minha vida. Deus conduz-nos ao deserto várias vezes. Ouvi ontem um pastor que dizia que “o deserto não nos promove, o deserto humilha-nos”, primeiro fazendo-nos perceber que não somos ninguém e depois fazendo-nos entender que Deus pode fazer de cada um de nós alguém pela Sua graça e misericórdia. Até há cerca de um ano vivi muito afastada de Deus. Dizia para mim mesma que eu era uma pessoa espiritual, mas não religiosa. Tinha-me esquecido de que há 10 anos eu tinha procurado Deus no meu maior momento de desespero. Sentava-me nos últimos bancos da Igreja de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, com um terço nas mãos, a chorar baba e ranho, enquanto ouvia a homilia do Senhor Padre. Dizem que nos momentos mais difíceis toda a gente, crentes e ateus, buscam Deus. Eu busquei-O até que, à medida que o tempo foi passando e as minhas lágrimas foram secando, acreditei que não precisava mais Dele. Hoje entendo que semp...

Reflexões

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Tenho refletido imenso sobre a minha caminhada. Com o tempo encontrei uma serenidade que me faz olhar para a minha vida com outros olhos. É certo que ainda tenho os meus momentos de ansiedade que atribuo a condições hormonais, nível baixo de serotonina ou apenas uma grande predisposição genética. Mas, e apesar disso, consigo em consciência ser grata pela vida que tenho. Ainda ontem, enquanto fazia a A1 em direção a casa, refletia sobre isso mesmo e, dirigindo-me a Deus, reconheci que sou uma pessoa abençoada. Não tenho a vida que imaginei para mim. Mas fiz as pazes com a pequenina Lídia e ela comigo. Acredito piamente nisto porque já não olho para ela com raiva, nem tristeza, nem desprezo. Muito pelo contrário, apetece-me diariamente dar-lhe colo e dizer-lhe o quão especial ela é para mim. Talvez grande parte da minha serenidade se deva exatamente a isto. Já não olho para o passado distante com mágoa, ainda que reconheça que houve circunstâncias familiares que me marcaram e marcarão ...

"(...)Deus não mora à superfície." [Excertos]

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"Tal como o êxodo dos israelitas, é uma caminhada que atravessa vastidões desertas e tenebrosas. Além disso, é verdade que, de vez em quando, o rumo também se perde; é uma peregrinação que implica uma constante busca e um perder-se, por vezes. Sim, ocasionalmente, temos de descer ao abismo mais profundo e ao vale de sombras para reencontrar o caminho. Contudo, se o caminho não conduzisse aí, não seria caminho para Deus; Deus não mora à superfície."   Tomáš Halík, in " Paciência com Deus"

Dons espirituais?

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Dons espirituais? Almas velhas? Sabedoria espiritual?   Debati-me muito com estas questões. Como podia ou devia analisar o meu próprio crescimento espiritual? Durante muito tempo associei-o à intuição e mediunidade, características que em mim nunca estiveram muito desenvolvidas.  Lembro-me de questionar se isso me faria menos desenvolvida espiritualmente do que outras pessoas. Quando me afastei do New Age, acabei por encontrar uma serenidade que até então não tinha tido. Tirei o ser humano do centro e coloquei Deus e todas estas minhas questões deixaram de ser relevantes. Estava há pouco a estudar a primeira carta aos Corintios e lembrei-me destas minhas questões antigas. A Igreja de Corinto tinha aparentemente o seguinte problema.  Alguns membros tinham o dom de línguas. Outros não tinham. Quem tinha achava que era melhor do que quem não tinha. Quem não tinha, porque não tinha, desvalorizava o dom de quem tinha.   O eterno problema do ego humano. ...

Porque somos feitos de momentos. Talvez as fotos consigam falar aquilo que não me sai pelas pontas dos dedos.

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Reflexões

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Há cerca de um ano tive uma profunda crise de fé. Depois de mais de uma década mergulhada num desejo de desenvolvimento espiritual, questionei-me se tinha escolhido o caminho certo para o fazer. As práticas/terapias holísticas (ou o que queiram chamar) a que recorri até então pareciam não fazer mais sentido. Foi nesse período de questionamento profundo que recebi de uma grande amiga minha uma Bíblia. Até então nunca tinha sido crente. Tudo o que na altura me pudessem dizer de negativo sobre o Deus da Bíblia, refletia o meu próprio pensamento: um Deus demasiado castigador para ser um Deus de amor, uma doutrina que diminui a mulher perante o homem, ideias completamente ultrapassadas e que não têm, nem podem ter espaço no mundo atual que se pretende civilizado, desenvolvido e igualitário. Ok. Sim, eu já pensei isto tudo! Começar a ler a Bíblia pela primeira vez, aos 40 anos, não foi fácil. Tive de parar várias vezes. E podem questionar-me porque insisti tanto. Aprendi que não devemo...

Lembrete!

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Oh Senhor, que pelo menos tu saibas quem eu sou, porque eu não sei se sei quem sou.

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"... vai conciliar-te primeiro com teu irmão..."

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Não tenho sentido propriamente o apelo para escrever. Há muitas transformações internas a acontecerem em mim, mas faltam-me as palavras para descrever os processos e o que efetivamente brota do meu peito. Também tenho os momentos em que me irrito ou me sinto triste, mas a verdade é que não quero escrever sobre momentos de irritação nem de tristeza. Tenho encontrado uma fiel companhia na Bíblia. Atualmente, estou no estudo do Sermão do Monte que aparece no Evangelho de Mateus. Chegada a fase da aplicação das Bem Aventuranças no relacionamento com as outras pessoas, acabei por inevitavelmente refletir na minha ligação às outras pessoas. Jesus explica que a relação com o outro está intrinsecamente ligada à relação com Deus. Não é possível amarmos Deus se odiamos as outras pessoas. Acho que nunca tinha pensado nisto. Ando tanto numa fase de exclusão, ou auto-exclusão, que não me ocorreu que na minha busca por Deus eu também tivesse de resolver estas questões pendentes: perdoar e pedir perd...

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Aproximar-me de Deus tem me trazido uma paz enorme. A New Age é coisa do passado. Já não me revejo em nada nas minhas velhas crenças. Sinto uma calma enorme por ter sido resgatada desse engano. Antes que possa passar a imagem de religiosa fanática, quero referir que a minha fé não se prende à religião nem às Igrejas. A minha fé reside Nele. A minha busca é por Ele e pela palavra Dele. Tenho lido a Bíblia. Tenho estudado a Bíblia, recorrendo a cursos e partilhas de outros para me auxiliarem. Sinto-me como se, perante uma tempestade, Deus se encontrasse a meu lado com um grande chapéu de chuva aberto. Hoje entendo o que fé realmente significa. E até a minha mente tão rígida começa a ceder e a aceitar o que se crê, mas não se vê. "Felizes aqueles que crêem sem ter visto! (João 20:29)"

???

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Tenho-me questionado se o tempo passa e não há algo mais que eu deveria fazer ou ser. Tenho permanecido muito nos mesmos poisos e não sei se deveria ser assim.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração 🙏

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“Deus também ensina a nos submetermos a Ele. Às vezes Ele o faz quebrando-nos, para depois poder nos abençoar. Para descobrir o que Deus quer que sejamos, devemos olhar em três direções. Primeiro é preciso olhar para cima. Em todas as histórias que estudamos na Bíblia, observamos que Deus costumava levar muito tempo para conseguir que seus servos olhassem para cima. Mas se quisermos descobrir o que Deus quer que sejamos, devemos olhar para Ele. Afinal, foi Deus quem nos criou. Ele tem um plano para nossa vida. A seguir precisamos olhar para dentro. No Salmo 139: 23-24, há essa oração de Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. Todos nós precisamos pedir que Deus olhe connosco para dentro do nosso coração e nos mostre quem Ele quer que sejamos. Por último precisamos olhar ao redor. A pessoa que já olhou para cima e depois para dentro, agora está pronta para olhar ao red...

Post altamente prático para quem busca maior entendimento sobre a Bíblia.

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 Post altamente prático para quem busca maior entendimento sobre a Bíblia. Curso Bíblico gratuito com áudio e documentos em pdf  Encontro com a Palavra Programa de Rádio "O Som do Livro" com o Pastor Paulo Chaveiro O Som do Livro Aplicação para Telemóvel com várias traduções da Bíblia e diversos Planos de Estudo You Version Por último, um testemunho que me fez todo o sentido. Não que me reveja em tudo, mas a autora foca em pontos que considero essenciais, sobretudo para quem esteve tantos anos da New Age Testemunho - Da New Age para Jesus Cristo Não sinto o apelo para partilhar muito a minha experiência nem para me debater muito sobre quais têm sido as minhas aprendizagens nos últimos tempos. Mas devo dizer que têm sido imensas. Sinto a presença de Deus na minha vida. Contudo, não consigo propriamente verbalizar o quão intenso e, ao mesmo tempo, desafiante tem sido. É um processo que me leva mais a sentir do que a racionalizar e estou grata por isso. (P.S. Foto tirada hoje na...

Quanto a Ele, busco-O. Talvez seja naquele silêncio da Rua Conde Arnoso que eu O encontro.

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Devido a dores de garganta que insistem em não passar, não tenho ido ao ginásio. Dei ao meu corpo o descanso que creio que ele estava a necessitar. O fim de semana chegou por fim. Esforcei-me por fazer as limpezas necessárias e mudei os cortinados da minha cozinha.  Domingo entrei na Igreja São João de Brito, quase no final da missa. Pode parecer estranha a sequência atabalhoada de ideias que escolho para este post, mas de facto as decisões tomadas esta semana trouxeram-me, creio eu, aquilo que preciso: (reservar tempo para o) descanso, (efetuar) limpezas, (encetar as) mudanças e sacralizar o meu dia. Enquanto caminhava pela Rua Conde Arnoso, permiti-me a estar no silêncio. O silêncio fala connosco, sabiam? Antigamente achava que a vida me iria vencer pelo cansaço forçando-me a uma existência que eu não queria para mim. Mas hoje sinto que, quando parei de resistir, ela trouxe-me sim para o lugar e tempo certos.  Se há aspetos da minha vida que eu gostaria que fossem diferentes...

Só grata pelo passado, mas quero viver o presente 💙

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Terapias holísticas 👎

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Tornei-me adversa às terapias holísticas. Admito que possa estar errada e, na minha assumida imperfeição, não estarei certamente a ver todos os ângulos. Ainda assim, afirmo hoje que há coisas que simplesmente não quero na minha vida. Nos últimos episódios do Extremamente Desagradável, com a Joana Marques, foi satirizada esta temática em diferentes vertentes. Depois de me rir que nem uma perdida, senti-me um pouco culpada por de certo modo estar, também eu, a ridicularizar a fé de algumas pessoas. Sim, isso é errado. Não obstante, quanto mais eu vejo estas abordagens de fora, mas eu acredito que a espiritualidade de pacotilha que se vive atualmente precisa de ser transformada. Entramos numa fase em que a necessidade por respostas é enorme, o vazio existencial é-lhe proporcional, e isto torna-nos um pouco displicentes quanto às fontes onde estamos a buscar as respostas. Pessoal, nem tudo é bom! Nem toda a terapia é boa! Nem todo o terapeuta é bom! Nem tudo é matéria prima! Nem tudo é ver...

Para aqueles momentos em que nos sentimos pequeninos...

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 ... e parece que todo o mundo é mais relevante do que nós.... Talvez não...

Porque a Vida é isto...

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Os últimos tempos têm sido desafiantes. Emocionalmente tenho sentido um vazio enorme. Se antes procurava e conseguia preencher os dias ignorando grande parte das minhas emoções, hoje é muito mais difícil fazê-lo. Reconheço que talvez isto seja uma coisa boa porque leva-me a não fingir, nem contrariar o que brota do meu peito. Apesar de considerar que sou uma pessoa optimista não quero forçar um optimismo que desvie a minha atenção das partes que em mim ainda precisam de luz. A minha fé em Deus mantem-se ainda que, nem sempre, eu queira falar com Ele. Há dias em que só quero enrolar-me nos cobertores, baixar as persianas e deixar que as lágrimas venham. Não é propriamente tristeza que eu sinto, mas um profundo desajustamento. Quero encontrar o meu lugar no mundo, mas é-me tão difícil encaixar. Sinto-me sozinha, mas não quero companhia. Acho que sinto falta de um abraço sincero, de alguém me perguntar como eu estou, sem que daí advenha todo um discurso sobre os problemas alheios. Amigos ...

No meio das minhas imperfeições

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Sou imperfeita, muito imperfeita. A minha fé em Deus aumenta à medida que vou lendo e entendendo a Bíblia e oiço a palavra de outros que professam esta fé há muito mais tempo. Sinto que este caminho é mais real e verdadeiro, mas não me tornei necessariamente melhor pessoa. Ontem fui ao ginásio, como é habitual. Senti-me sozinha numa sala cheia de gente eufórica. Para mim, nada disso me é normal. Foi nesse silêncio interior imposto que refleti imenso na minha imperfeição. Senti a inveja, os ciúmes. Pensei naqueles que são melhores, que têm "mais sorte". Comparei-me. Diminui-me. Por fim, disse para mim mesma que prefiro a solidão porque não quero lidar com nenhum tipo de emoção. Não quero ter de olhar para o outro e através do outro ter de me ver nos meus excessos ou carências. É certo que nunca estou verdadeiramente sozinha porque Ele acompanha-me, mas nem sempre o silêncio erguido à minha volta é fácil de ser trabalhado. Ontem, naquela mesma aula, senti-me desajustada, uma pe...

A Arte - Museu Nacional de Arte Popular

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