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Sobre o silêncio 💓

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"You'll remember me when the west wind moves Upon the fields of barley You'll forget the sun in his jealous sky As we walk in fields of gold (...)"

Ovelha voadora

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Estou tentada a retomar de um ponto específico em que fiquei. Não sei se é o certo ou não, mas depois de tantos meses de racionalidade a ferros, apetece-me agir um pouco por impulso. Sei que não me encaixo na normalidade e ainda que todos nós, de uma forma ou de outra, vivamos de aparências, há aparências mais densas do que outras. No que me compete, gosto de pensar que aos 40 anos já me posso dar ao luxo de ser eu mesma e de seguir o meu caminho. Não quero rebanhos, não sigo vaidades luxuosas. Não tenho posto de relevância nem título importante antes do nome. Sou apenas eu a querer, uma vez mais, remar contra a maré. E remo com maior fervor interior do que se me deixasse apenas ir. Estar aqui ("terra") é difícil, é duro. Às vezes desejo partir para onde o pó das estrelas é feito. Outras muitas vezes quero permanecer porque ainda há um caminho para ser percorrido.  Por ora, vou trepando apenas pelas cordas da vida até aos tectos do palco. P.S. Foto retirada da net, pode ter d...

Europa, para onde caminhas tu? #Notícias

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Ainda...

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Não tenho respostas e coloco poucas perguntas. Talvez me assemelhe a uma avestruz a esconder a cabeça na areia mas, de momento, é a minha melhor forma de aguentar. O mundo está um caos. A guerra na Ucrânia continua, a crise energética ameaça o próximo inverno, a inflação sobe, os preços de tudo estão a aumentar. Tento fazer uma gestão mais racional do meu dinheiro e afasto-me de todas as notícias para não antecipar cenários que não sei exatamente como se irão desenrolar. A par disso, vejo-me perdida na minha fé, ou na falta dela. Não sei mais no que acreditar. Hoje de manhã, enquanto tomava o pequeno-almoço, imaginei por momentos que somos apenas fios de energia ligados a um sistema central, fios esses que um dia serão desligados. Talvez não tenhamos consciência do que somos e muito menos de quando deixamos de ser uma qualquer coisa. À vinda para Lisboa olhei para a fila de prédios novos, robustos, modernos que preenchem as ruas do Parque das Nações e pareceu-me tudo tão irreal. O cami...

Dos corações frios

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O ser humano é adaptável. Aprendemos com o tempo a resistir, a subsistir. Já passei por momentos bem difíceis na minha vida e hoje, perante situações parecidas, reajo com maior calma e serenidade. Quando me vejo, quando sinto o meu coração no peito a bater, digo-lhe em voz baixa: "Não chores que não vale a pena." Ele tem sido obediente. Se partilhasse isto com alguém, penso que me iriam dizer que esta não é a forma certa de lidar com a dor, mas eu não conheço outra. Quando digo que há coisas que não me doem, falo com sinceridade porque parece-me que o "cordão umbilical" que unia a minha mente ao meu coração foi desconectado e atualmente um tem muito mais preponderância do que outro. Se acredito que ainda irei ter o que desejava? Honestamente, não. Uma vez que abandonei as tais ideias de poder da mente e da vibração, não me dou sequer ao trabalho de escolher criteriosamente as palavras que vou usar. Não, não acredito. Não é perda de fé mas inexistência de experiência...

Caminhante

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A semana começou chuvosa, influência da tempestade extra-tropical Danielle. Altura de calçar as botas e recorrer aos agasalhados, pelo menos até Quinta-feira. A caminho do dentista, hoje de manhã, admiti para mim mesma o quão tóxica me sinto. Não me considero uma boa companhia presentemente. Não me apetece fazer fretes, nem dizer palavras simpáticas nem ser altamente compreensiva. Não tenho pretensões de ser boa conselheira nem boa ouvinte. E não me quero forçar a sê-lo.  Mais uma vez retiro-me, regresso ao meu interior. Talvez isto seja o melhor que posso, nesta altura, fazer por mim e pelos outros. Respeitar o meu espaço e vontade e respeitar o espaço e vontade do outro. Sei que no convívio aprendemos imenso, crescemos e descobrimos coisas sobre nós mesmos. Mas no convívio também nos poderemos perder.  O que é meu e o que é das pessoas com quem convivo? Onde se separam e se distinguem as crenças e fé de cada um? Pode parecer que não há problema algum, mas há. Quando começamo...

Nunca deixes de te maravilhar!

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