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Percebes à primeira ou não?

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Às vezes parece que nada nos corre de feição como se houvesse uma mega conspiração contra nós. Ontem encontrei uma frase que alertava para a necessidade de, quando estes momentos acontecem, prestarmos atenção ao que estamos nós a transmitir para o mundo. Os nossos pensamentos têm um efeito boomerang. Das duas uma: ou não existe nenhuma conspiração e nada mais é do que criação da nossa mente, ou de facto as coisas estão a precipitar-se para um rumo que não devem, mas por influência nossa. Não é fácil, senão mesmo impossível, responder à questão “Quem sou eu?”, mas há questões que devemos colocar. Há questões sobre as quais nos devemos debater.  É este o caminho certo? É isto que que quero? Serve-me este rumo? Começo a convencer-me que quando há momentos grandes de angústia por motivos nada aparentes é porque a nossa alma percebeu primeiro do que nós a m**** que andamos a fazer. E aí é preciso discernimento e coragem. Discernimento para fazer uma nova escolh...

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A captar mensagens por estas ruas... Basta estar atenta.

O que dizem, interessa mesmo?

Dizem-nos para sermos fortes, lutadores e resistentes. A teoria é linda! E logo ligamos o nosso detector de auto-imperfeições, que por vezes é bastante cruel e punitivo. Dizem-nos para respeitarmos a nossa medida, quando respeitar a medida implica na prática que possamos nem sempre ser fortes, lutadores e resistentes. O pudor impede-me de utilizar linguagem brejeira ou algo pior para responder a tudo o que é suposto ser ou pensar ou sentir. Se desconstruir todos esses ditos e suposições, encontro apenas uma miúda a tentar fazer o melhor que sabe, e a falhar se calhar em número superior às tentativas. E, em tudo isso, igual a toda a gente. Por isso simplifiquemos... Se gastarmos demasiada energia num momento único que irá tornar o nosso mundo supostamente melhor, receio que o esforço seja inglório. A vida é como um asana. Ninguém acredita que será um pró logo à primeira, mas toda a gente tem fé de que lá chegará. Se insistirmos demasiado em criar a nossa existência de acordo com...

Pensar? Sentir?

Angústia maior. Dúvidas inquietantes? O sítio onde me encontro não é de consensos internos. Tantas questões têm sido relativizadas ao longo do tempo. Chamo-me de cobarde. Mas não é claro o que reveste a minha fraqueza. Talvez não seja mais cobarde do que o resto do mundo. Ainda assim, escolho não pensar. Quero sentir apenas. Sentir que sinto na pele o que grita a minha alma e que o leve corar do meu rosto anteveja o fogo do meu coração. Quero sentir apenas, porque pensar dói. Não me esforçar por soltar palavras de enfiada que não dizem o que deviam dizer.... Será que alguma vez dizem o que deviam dizer? Não têm sido fáceis estes últimos dias. Talvez me sirva de consolo pensar que estou a aprender...

Encontrar-me ...

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"Algum dia, em qualquer parte, em qualquer lugar, indefetivelmente, encontrar-te-ás a ti mesmo e essa, só essa, pode ser a mais feliz ou a mais amarga das tuas horas. " Pablo Neruda

Quem sou?

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Um mapa astral encontra-se dividido em 12 casas que identificam as diferentes áreas da vida de um ser humano. Uma amiga minha falou-me uma vez sobre um esquema que o coaching utiliza, que se chama de pizza, e que faz uma divisão semelhante, mas em 12 fatias. Creio que o comparativismo seja algo inato no indivíduo. Perceber que nem todos viemos para enfrentar os mesmos desafios pode ajudar-nos a encarar o futuro com mais serenidade. Sou um pouco leiga em astrologia e completamente leiga em coaching. Não me posso basear em muito mais do que a minha intuição. Todos nós temos áreas em que somos o máximo e aí procuramos refúgio perante as dificuldades. São as chamadas áreas de conforto. Há aquelas que nos são indiferentes, nem carne nem peixe. Não provocam grandes desafios, nem angústias. Digamos que não as priorizamos e, por isso, o resultado acaba por ser um pouco irrelevante. E depois há o “calcanhar de Aquiles”. É aqui que nos devemos concentrar mais. É o mais difícil. É o ...

Mudei*

Não sou mais a mesma! Não me revejo em quem fui. Quando olho para as fotos antigas, parece que contemplo uma estranha e quase podia perguntar: Que estaria ela a pensar naquela altura? O facto de saber a resposta faz me quase que acordar de um sonho. Sim, sou eu. Lembro-me bem. O que pensei, o que senti. Quem quis ser, para não ser aquela figura frágil que andava pelos corredores da escola escondida atrás dos seus óculos e na esperança de que os livros a salvassem. Salvei-me por motivo algum e por todos os motivos. Não ganhei nada mais do que a escolha em ser eu mesma. E sou luz e sol. E não dou passos com medo de cair. A minha fraqueza é suplantada por uma gargalhada. Sou eu, sou eu assim mesma. Nada sou que cause inveja nos outros. Não acumulo troféus. O que digo talvez poucos ouçam, mas nada disso é relevante. Desistirias de ti mesmo se alguém sugerisse que o fizesses?  Sou vida e tenho esperança. É verdade, mudei mesmo.