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É sempre em frente...

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Acredito que há algo de superior a todos nós. Acredito que há um motivo bem mais natural, mas esplêndido ao mesmo tempo, para existirmos. Acredito que vale a pena, … Mas, e apesar do que acredito, não quer dizer que siga indiscriminadamente por ruas e ruelas…. Descobrir-me imperfeita foi libertador. E não me levem a mal. Não pretendo exaltar as minhas qualidades, nem desprezar os meus feitos. Mas sabe bem, às vezes, verbalizar que somos o que somos, e sabemos o que sabemos, e não sabemos outras coisas, e que acreditamos numa luz, mas que não a vemos, e que somos abalados na nossa fé exactamente porque não vemos essa luz e que, no final, receamos descobrir que somos apenas loucos. Seguir em frente baseados em nada mais do que convicção pode ser mesmo coisa de loucos, mas maior loucura seria voltar atrás e desaprender e esquecer o que já se aprendeu. Há caminhos que, para nosso bem, não permitem recuos.

Perdoar

A mágoa advém da expectativa. Se se retirar a expectativa, não há espaço para a mágoa crescer. Fácil é receber o lado bom das pessoas. Mas é no difícil que surgem as verdadeiras provas que propõem que aceitemos e perdoemos... No final, e como cantava Amanda Marshall em uma das suas músicas, "we all walk alone".

Renascimentos

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Mudamos todos os dias. Alguém, ainda há pouco tempo, me recordava que todos os dias são dias de renascimento. Mas há os renascimentos e há os Renascimentos. Os primeiros são imperceptíveis e, ou gozamos de uma enorme sensibilidade, ou nem nos damos conta. Pior, não valorizamos. Os segundos abalam as nossas estruturas. E os dias seguintes são vividos como réplicas do sismo emocional. São precisas essas sacudidelas, esses abanões. Nietzsche afirmava que era “preciso muito caos interior para parir uma estrela que dança.” Nenhuma grande transformação brota do normal, rotineiro, calmo e comum. Até os grandes génios precisam dos seus momentos de grande loucura e choque para deixarem, através da sua obra, alimento para as gerações vindouras.

Aquela.... tu...

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O ser humano é um animal social. Sim, é verdade. E precisa dos outros. Também é verdade. E de contacto humano, e todos os etc. que daí advém. Mas devemos começar primeiro por aprimorar a relação que mantemos connosco próprios. Há uns meses um amigo meu dizia-me isso mesmo: "Para estares bem com os outros, tens primeiro de estar bem contigo mesma." Isso implica aceitarmos quem somos, com o bom e o mau; capacitarmo-nos  para avançar  porque acreditamos que somos capazes e motivarmo-nos a levantar se tropeçarmos no caminho. E também acharmo-nos o máximo, por que não? Que somos bons, que somos especiais, que temos mérito!!! Que somos únicos!!! Isso não podemos negar. E ao fazermos isto, vamos um dia descobrir uma pessoa maravilhosa que é aquela pessoa que vemos quando nos olhamos ao espelho. E não vamos querer ser outra pessoa que não aquela, porque aquela pessoa vale por si só. E, nesta fase, as opiniões começam a valer muito pouco, e aprendemos a dizer "não" com ...

Os meus passos

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Tenho tentado ouvir a minha voz interior. Sei que para ouvir com clareza, preciso de afastar os ruídos ou afastar-me dos ruídos. E, tal como a proposta vinculada por um eremita, sigo ... Não há lágrimas, não há tristeza, não há separatismo. É nas profundezas do nosso ser que encontramos as respostas, recuperamos a nossa vontade para emergirmos novamente. Tão curioso como o que antes via como uma fraqueza, hoje vejo como dádiva. E nessa minha reclusão renasço uma vez mais. Sou livre de sentir, de me emocionar, de rir e chorar, de acreditar, de amar do meu jeito meio confuso e atrapalhado. Sou livre de não seguir os passos de quem quer que seja e só olho para trás para me despedir das pegadas que deixo.  Nunca na solidão me senti tão acompanhada. Na verdade, nunca estou sozinha. Nunca estive. Hoje sei-o bem!

Eu, somente Eu e mais EU

Há aquela célebre frase: "Se não gostar de mim, quem gostará?" que acompanhava um anúncio da Canderel, creio eu. Gostarmos de nós mesmos é tudo. Sem isso, nada faz muito sentido. A sociedade tende a passar-nos a ideia da necessidade de "humildade". Sermos humildes é uma coisa, sermos estúpidos é outra. Desvalorizarmo-nos é outra. Crescermos com a necessidade de agradar é outra. Vivermos dependentes da opinião alheia é outra. Sermos nós mesmos é vivermos de acordo com a nossa essência mesmo que ninguém valorize, lutar pelos nossos sonhos mesmo que não nos julguem merecedores, fazermo-nos ouvir mesmo que, na maioria das vezes, pareçamos invisíveis. Há um tempo, li o desabafo de alguém que dizia: "Tentei ser tal coisa e falhei. Desisto." O falhanço não está na tentativa, mas na desistência. Quando desistimos, falhamos sim. Falhamos com aquela única pessoa com quem nunca devíamos falhar: nós mesmos. Não temos de agradar a meio mundo... Não nos alimentamo...

Certo? Errado?

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Quem não sentiu já que está constantemente a passar pelas mesmas situações? Dizemos “já aprendi” e vou deixar de seguir pela esquerda, como é costume, e vou começar a seguir pela direita. E depois de darmos uns passos pela direita, descobrimos que a estrada faz um desvio para a esquerda e vamos dar exatamente ao sítio em que tínhamos dito que não queríamos estar, porque não era preciso, porque …. JÁ APRENDEMOS, certo? Aprender é mais do que dizer que “aprendi”. É uma mudança de comportamento e, sobretudo, uma mudança na forma como encaramos determinada situação. Antes pensava que mudar era simplesmente fazer diferente, mas hoje admito que mudar possa não ser “fazer diferente”, mas fazer com outra consciência. Há aquilo que precisa ser mudado, há aquilo que precisa de ser reajustado e há aquilo que precisa apenas de ser compreendido. Dou um exemplo. Faço uma ação no passado que considerava incorreta e me causa sofrimento. Para evitar o sofrimento, ou para sentir que aprendi...